Uniao de Blogueiros Evangelicos

CARLOS R. CAVALCANTI

 

 

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QUANDO SURGIU A DOUTRINA

DA REENCARNAÇÃO

 

 

 

As Maiores e Mais Antigas Religiões do Mundo Não Acreditavam na Reencarnação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2007

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Todos os homens têm algum conhecimento de Deus. Isto é, temos a convicção de que existe um Ser de quem somos dependentes e perante quem somos responsáveis” (CHARLES HODGE, Teologia Sistemática. p.143).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ÍNDICE

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO                                

1- Como Surgiu a Doutrina da Reencarnação..07

     1.1- Os Sumérios: Mesopotâmia...........................08

     1.2- O Hinduismo: Índia........................................10

     1.3- O Budismo: Índia............................................14

     1.4- O Zoroastrismo: Pérsia..................................18

     1.5- A Religião dos Faraós: Egito.........................21

     1.7- O Judaísmo: Israel...........................................25

 

CONCLUSÃO

GLOSÁRIO

BIBLIOGRAFIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrita Sumeriana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
INTRODUÇÃO       

 

 

Q
uando surgiu a doutrina da reencarnação? Analisaremos as mais antigas e as maiores religiões do mundo com o objetivo de identificar o momento em que tais idéias começaram a ganhar popularidade.             
         O homem é um ser religioso. Por mais primitivo que seja, ele tem o conhecimento inato de que existe uma Divindade superior que governa todas as coisas. Por isso, procura, de qualquer forma, se relacionar com esse poder, e assim, cria métodos de relacionamento com o objetivo de receber algo em troca, como por exemplo: proteção nas guerras, contra a fúria da natureza e etc. O homem primitivo estava preocupado com o presente e não com a vida futura.        
          Quando o “homem religioso” começou a pensar na vida futura, para onde iria depois da morte, se existia ou não vida além da que ele estava acostumado, pensou em uma ressurreição do corpo. Portanto, foi no Egito onde as concepções em torno da ressurreição eram mais evidentes.     

          A nova forma de explicar as questões da existência humana, afirmando que a alma reencarna em outro corpo depois da morte, surge com os textos filosóficos Upanishad no século VI a.C. Era uma foram fácil e satisfatória de explicar a questão do mal naquela época.

 

 

 

 

 

 

 

 

COMO SURGIU A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO

 

 

 

 

A

s maiores e mais antigas religiões do mundo desconheciam a doutrina da reencarnação. A antiga religião sumeriana (politeísta), o hinduísmo, o budismo e o zoroastrismo, não a menciona. A religião dos faraós, também, não fala sobre o assunto, e muito menos o judaísmo no Antigo Testamento. Só a partir do século VI a.C., com o aparecimento dos primeiros textos filosóficos Upanishad, é que surgem as primeiras idéias de reencarnação.

 

 

 

 

1. Os Sumérios: Mesopotâmia

Os sumérios (3.500 a 2.500 a.C.) são considerados os criadores da primeira civilização da Mesopotâmia. No Sul da Mesopotâmia, os sumérios fundaram importantes cidades: Ur, Uruk, Eridu, Nippur, Lagash, Abad e

Zabalam. A população média das cidades sumerianas era em torno de 10 mil a 50 mil habitantes, sendo que Ur chegou a atingir mais de 200 mil habitantes. O templo era o centro político, religioso e econômico da cidade. O chefe do templo e da cidade chamava-se PATESI (vigário de Deus), sendo a autoridade absoluta nos campos político, religioso e militar. Governava auxiliado por uma casta aristocrática de sacerdotes e altos funcionários. Acreditavam em vários deuses. Tudo o que fosse relacionado com as necessidades humanas, como uma boa colheita, a fertilidade do solo, criava-se e cultuava alguma coisa atribuindo poderes divinos, acreditando que aquelas representações exerciam influências sobre a natureza e as pessoas. Era o desejo de cada nômade: terra para o cultivo e filhos para cuidar delas. A preocupação era maior em manter a sobrevivência da família. Por isso, viviam o presente e desprezavam o futuro pós-morte.[1]

          Como vimos, a doutrina da reencarnação era desconhecida por essa importante religião.

 

Os deuses. Os deuses mesopotâmicos tomavam forma humana e se comportavam como humanos. No princípio estavam ligados aos elementos cósmicos: céu, terra, ar, água, sol, lua, estrelas e também às forças atmosféricas. Assim, como a sociedade sumeriana estava dividida em classes, os deuses também estavam agrupados de forma hierárquica. Os quatro maiores eram: Na (deus do céu); Enki (deus da água); Enlil (deus do ar) e Ninhursag (a grande deusa da mãe-terra). Abaixo estavam os “50 grandes deuses” e, na base dessa “pirâmide divina”, agrupava-se uma multidão de pequenas divindades que serviam aos grandes deuses.

 

2. O Hinduísmo: Índia

A religião “Védica”, que se tornou o “bramanismo”, surgiu no planalto de Decã a partir da bacia do Indo e das planícies do Ganges.

          A tradição mais antiga remonta provavelmente 2.000 a 1.500 a.C.. Até o aparecimento dos primeiros textos filosóficos das Upanishads, a religião Védica ignorava o samsara*[2] ou reencarnação[3].

          Como foi surgindo a crença na transmigração da alma? Quem está no poder não abre mão dos privilégios conseguidos através da exploração e miséria do povo; usa de todos os meios para legitimar sua posição de superioridade. A reencarnação é um desses recursos em que a classe dominante, enraizada no poder, encontrou para continuar com a injustiça e as vantagens adquiridas às custas das castas inferiores e dos sem casta que tinham a obrigação de servirem aos superiores (brâmanes). A reencarnação era a “promessa” em que as castas menores e os parias (os sem castas) sonhavam em ascenderem socialmente. Portanto, pobres e miseráveis deviam se conformar com a situação humilhante que lhes eram imposta pela lei do carma*. Eles estavam vivendo daquela forma porque, segundo essa lei do cão, haviam cometido erros em vidas passadas, porém, se pagassem seus pecados sem reclamar, acumulariam pontos positivos e, nas próximas vidas, reencarnariam em uma casta melhor.

          Os párias ou intocáveis, expulsos de suas castas, ou degradados, por transgressões do código referente ao comportamento, condição que é transmitida aos seus descendentes, por não engolirem a lei do carma, pois deveriam pagar por algo que eles não tinham consciência de que cometeram. Na verdade, somos aquilo que lembramos que somos. Isso é um fato científico. Só pode haver arrependimento se houver consciência. Se não existir lembrança de que foi praticado algo ruim então como pode haver arrependimento?  

          Os párias achavam a teoria da reencarnação totalmente inútil. Muitos se rebelavam contra esse tipo de injustiça. Eles eram marginalizados, porque não aceitavam calados tudo o que lhes aconteciam. Perdiam até o direito de banhar-se no Ganges e passavam a exercerem as piores profissões: lavadores de cadáveres e desentupidores de fossas.

          Nas sociedades antigas, até hoje, alguns têm usado a religião para subjugar seu semelhante. Todavia, devemos reagir de forma enérgica às diferenças sociais que encontramos no mundo e criticar violentamente a falsa piedade e as práticas religiosas que escondem a opressão. Mostrar também que a prosperidade que exclui a maioria é falsa e conduz o homem a um orgulho idólatra, que o leva ao esquecimento do “Verdadeiro e Único Deus”.   

          Todos os povos que aceitaram a doutrina da reencarnação, conformando-se com a situação de miséria que lhes são impostas pela lei do carma, são subdesenvolvidos. A Europa e muitos outros países se desenvolveram, porque pessoas em condições inferiores se revoltaram, não aceitando a condição desumana por que estavam vivendo. Onde existir essa doutrina (reencarnação) não haverá evolução em nem um sentido, haverá, sim, alienação e exploração. 

 

 

3. O Budismo: Índia

Qual é o credo budista? Estar contido no “Sermão de Bernares”, que provocou a conversão dos cincos primeiros monges budistas. É chamado geralmente as quatro “Verdades Santas”.

          Porém, antes de entrarmos em seu sentido, talvez seja necessário entender a noção de credo budista. Com efeito, no budismo, não se trata de modo algum de um credo “creio em Deus Pai”. Ao contrário, poderíamos dizer que o budismo é uma religião verdadeiramente ateísta ou, ao menos, agnóstica. Essa afirmação significa, em primeiro lugar, que Buda não é acima de tudo, um profeta como Jesus ou Maomé. Ele não anuncia Deus. Não o revela. Não pretende falar em seu nome. O budismo não tem Evangelho nem Alcorão ditado por Deus. A revelação de Buda é justamente que não há verdade revelada. Nenhum Deus fala pela boca de Buda. O que ele prega não é nem a mensagem de Deus, nem a salvação das almas, nem seu retorno a outro corpo, mas a libertação possível de cada um pela adesão às verdades inteiramente humanas que ele mesmo descobriu.

          O fundo da doutrina de Buda é que tudo passa. Tudo é aparência. Diferindo do hinduísmo primitivo, Buda não pensa que existia uma alma universal, nem uma alma individual, nem reencarnação. O mundo não teve começo. Não há criador. Um grande filósofo budista do século V, Yacomitra, declarou: “Os seres não são criados, nem por Deus, nem pelo espírito, nem pela matéria”. Tudo é ilusão. Deus mesmo é ilusão. A única realidade é a do universal. Essa é a grande e única descoberta de Buda.

          Ele viveu no século VI a.C., quase contemporâneo das Upanishads, contudo os primeiros escritos búdicos relativos à sua vida ou à sua doutrina foram realizados muito depois do seu desaparecimento[4]. Portanto, a idéia de transmigração* ou reencarnação da alma não fazia parte dos ensinamentos de Gautama, seu nome verdadeiro, cognominado Siddharta, aquele que realizou seu objetivo – ou Çakya Muni – o sábio dos Çakya.

          Buda[5] teria nascido em 560 a.C. em uma casta de nobres guerreiros. “Tornou-se” Buda por volta dos 35 – 40 anos. Viveu numa época, mais ou menos à mesma em que viveu o sábio chinês Lao-tsé, pai da doutrina taoísta. Todavia, nem esse ilustre sábio, nem seus predecessores fizeram alusão a doutrina da reencarnação. Em compensação, as dinastias: Xia, Shang e Zhu a.C. desenvolveram o culto dos ancestrais. Só lá para o (século VI e V   a. C.) é que a crença na doutrina da reencarnação começa a ser um pouco difundida por essas religiões. Como, por exemplo, a expressão “atingir o nirvana” é um termo hinduísta, e significa união da alma individual (o atmã) com a alma universal (brama), ou seja, em outras palavras significa quebrar o “samsara” através da aniquilação dos desejos, da volição..., a fim de alcançar esse nível espiritual para não precisar mais de estar reencarnando.

          Como já foi comentado, o budismo primitivo nega a realidade da alma individual e universal; o eu é ilusório, seu ensinamento é sobre a “não-existência do eu”, nunca explicou nada sobre o samsara e nirvana[6] – o que Buda queria, na verdade, era eliminar os desejos da carne, que tanto atormentava a humanidade, encontrando, assim, o verdadeiro sentido da vida. Porém, depois de sete anos de jejum, segundo a tradição, Buda chega a conclusão através de suas experiências que o estado no qual não se sente mais nem sede, nem o desejo, nem o sofrimento é inteiramente inútil tanto quanto o desejo carnal. Por isso Buda escolheu o caminho do meio, deixando os extremos.         

 

4. O Zoroastrismo: Pérsia

Atualmente, existe um pequeno remanescente dessa religião na Índia. Todavia, pode-se encontrar vestígios dela em época tão remota como o século XV a.C..

          A doutrina do zoroastrismo, fundada por Zoroastro (Corruptela grega do nome persa Zaratustra) que parece ter vivido pouco antes de 600 a.C., está contida no livro Zend-Avesta de que restam apenas fragmentos. Conta à tradição que a obra completa, que existiu na antiguidade, era constituída por vinte e um volumes, formados por doze mil pergaminhos, unidos por fios de ouro.

           Essa obra teria desaparecido no incêndio do palácio de “Persépolis’’ ordenado por Alexandre, o rei da Macedônia, que conquistou o “Império Persa”.

          O zoroastrismo adenite que o mundo foi criado por Ormuzd, o deus do Bem. Os homens deveriam ser sempre felizes, Mas Arimã, o deus do Mal, senhor das trevas, criou todos os meios para levar a alma à perdição. Há, por isso, um conflito entre o Bem e o Mal que durará até o fim do mundo e terminará com a vitória de Ormuzd. O homem deve participar dessa luta, pela prática das boas obras, contribuindo assim para o triunfo final do Bem. Os persas consideravam como sagrados, criados pelo deus do Bem, “a terra”, “o fogo” e “a água”. Para não contaminá-los não enterravam os mortos, nem os queimavam, nem os atiravam ao rio. O cadáver era colocado ao ar livre, em altas torres, chamadas “torres do silêncio’’, para que fossem devorados pelos abutres.

          Conforme Zoroastro, a alma, depois de percorrer um longo caminho, tinha de atravessar uma ponte que conduzia ao paraíso: as almas dos justos venciam facilmente esta prova, mas as dos pecadores caíam no abismo, o inferno, onde as trevas eram tão densas que podiam ser tocadas.

          A religião persa fundada por Zoroastro ignorava a reencarnação e a lei do carma, visto que, em seus escritos, as almas dos bons iam para o paraíso e as dos maus para o abismo de densas trevas. Tão forte era a aceitação dessa doutrina e tão madura estava o ambiente em que ela se propagou (por quase toda Ásia Ocidental) que incentivou[7] e revolucionou outras religiões, abalando crenças secularmente enraizadas.

          Zoroastro cria na ressurreição do corpo, ou seja, a reencarnação não fazia parte dos dogmas desta religião.[8] O zoroastrismo era decididamente uma religião ética. Apesar de conter sugestões de predestinação, de que alguns foram eleitos desde toda a eternidade para serem salvos, em essencial ela repousava no pressuposto de que os homens possuíam livre-arbítrio, que eram livres para pecar ou não pecar e que seriam recompensados ou punidos na vida futura (julgamento antes de herdar o paraíso) de acordo com sua conduta na terra. Portanto, a idéia de que o homem poderia voltar em outra vida (reencarnando) para corrigir os erros cometidos na vida passada estava fora do conhecimento deste povo, que influenciou gerações, com sua religião.

 

5. A Religião dos Faraós: Egito

Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários deuses). Em cada região havia um deus que era representado por um animal (leão, crocodilo, chacal, falcão e etc.).

Entre os principais deuses, Rá, Osiris e Ísis eram os mais respeitados. era o deus supremo, criador do universo; Osíris era o deus do Nilo, que a cada ano morria e renascia com o rio. Era também o julgador das almas; Ísis era a deusa do céu e da Lua. Cultuavam-se, ainda, outros deuses menores, como Hórus, Set e Néfftis.

          Desde o Antigo Império (Terceiro Milênio a. C.) até a baixa época do Novo Império (1.000 a 500 a.C.), os egípcios interessam-se muito pela questão da sobrevivência no além. Na verdade, só o Faraó, que era considerado um deus perfeito, poderia pretender unir-se ao deus Sol; tornar-se, inclusive o Sol-Osiris[9]. Provido de uma alma Baí, enquanto o povo estava dela desprovida, o rei era a única pessoa suscetível de alcançar a imortalidade após sua estada na terra. Para consegui-lo, toma emprestado um barco (simbólico), o mesmo utilizado pelo sol em seu percurso sideral: mais tarde, o sol embarcará a todos, ou seja, um dia, no fim do mundo, todos farão a mesma viagem. Essa é uma das doutrinas que servem de base ao ‘Livro dos Mortos. Nessa embarcação solar, a alma do defunto, cuja forma assemelha-se a uma ave, fazia sua ascensão ao céu identificando-se com o deus solar Osíris Rá.

          Sob o Novo Império, que vai do século XV ao V a.C., época em que aparece o “Livro dos Mortos”, onde nada consta que possa ser traduzido como uma doutrina da metempsicose*. Mas, o historiador Grego do (século V a.C.), Heródoto afirmou existir, dizendo que a alma do defunto depois de ter percorrido todos os seres da terra, do ar e do mar, voltaria a renascer em outro corpo. 

         De todas as dinastias, nenhuma afirmou que a alma do morto voltaria para outro corpo (reencarnando). Eles criam na ressurreição do corpo, acreditavam que a alma voltaria para o mesmo corpo.[10] O próprio Osíris deus do Nilo que personificava o crescimento da vegetação e as enchentes que fertilizavam o solo, foi traiçoeiramente morto pelo seu irmão Set, e seu corpo feito em pedaços. Porém, sua esposa e irmã, “Ísis”, saiu em busca dos pedaços, juntou-os e milagrosamente restituiu-lhe a vida. Com o tempo, a morte e a ressurreição de Osíris passaram a ser vistas como promessas para a imortalidade pessoal.

          A ressurreição de Osíris é uma construção mítica que surge da necessidade da imortalidade. Pois, não fomos criados para morrermos, mas, para vivermos eternamente. Não aceitamos a idéia de ter que morrer, principalmente quando não sabemos aonde iremos passar a eternidade. Por isso, idealiza-se um lugar de bem-aventuranças para camuflar o medo que se tem da morte. No entanto, a única fonte segura a respeito do futuro, é a Bíblia. E ela não fala de reencarnação, mas, deixa bem claro que um dia todos ressuscitaremos (cf.  Dn.12: 2)[11].       

          A religião egípcia atingiu sua mais completa perfeição perto do fim do Médio Império. Mesmo assim, não se fala em reencarnação, samsara ou metempsicose. O faraó Amenotep IV (“Amon repousa”) que mudou seu nome para Ikhnaton (“Áton está satisfeito”), começou a reinar por volta de 1375 a. C., reformulou a religião no Egito instituindo o monoteísmo, culto a “Áton”. Esse Faraó também ignorava a doutrina da reencarnação.

 

6. O Judaísmo: Israel

A migração dos filhos de Jacó com sua família para o Egito, (1870 e 1650 a.C.).

Deus falou a Israel, em visões, de noite e disse: “Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito, porque lá eu farei de ti uma grande nação” (Gn. 46:3). De 1860 a 1550, os israelitas habitaram em uma terra boa no delta no Nilo. Ali gozaram de paz e prosperidade, pois o Egito havia sido invadido pelos asiáticos, semitas, por volta de 1985 a.C., chamados “hicsos”, ou reis pastores que eram da mesma estirpe racial dos hebreus, no caso, semitas, descendentes do filho de Noé, Sem. Moisés, o líder que guiou os israelitas à terra prometida, nasceu justamente no período da restauração da monarquia egípcia, depois da expulsão dos “hicsos” em 1580 a.C. Os dias felizes e tranqüilos para os Israelitas haviam passado, agora uma nova ordem se criara com a saída dos parentes dos israelitas. Foi nesta época de transição que nasceu Moisés, em 1520 a.C. Sua história é bastante conhecida e está registrada nos livros de Êxodo a Deuteronômio. A nova dinastia, que havia expulsado os hicsos, viu no crescimento dos israelitas (tanto demograficamente quanto economicamente) uma ameaça à segurança nacional. Temia que, em caso de guerra, os israelitas se levantassem contra eles, pois os filhos de Israel eram muito mais fortes e numerosos do que eles (cf.   Êx.1:9)[12]. Fizeram-lhes amargar a vida com dura servidão, em barro, em tijolos e com todo o trabalho no campo; com todo o serviço em que na tirania os servia, (cf.    Êx.1:14)[13].

           Em (Gn. 15) Deus prometera a Abrão* que sua descendência seria tão numerosa quanto às estrelas do céu que não se podem contar. Contudo, lhe foi dito, também, que essa posteridade seria peregrina em terra alheia, e reduzida à escravidão e afligida durante 400 anos, mas que Deus a visitaria e a libertaria da casa da servidão com braço forte, com braço estendido e a guiaria pelo deserto a uma terra próspera que mana leite e mel (cf. Ex.3:8)[14].

          Deus cumpre a promessa feita a Abrão, no deserto, de libertar seus descendentes: após a décima praga, a mais devastadora, que caiu sobre o Egito, pela qual Deus feriu todos os seus primogênitos, inclusive os da casa de Faraó e de todos os animais. Depois dessa catástrofe, o Faraó temeroso deixa o povo de Israel partir como YHWH* Deus havia lhe ordenado através do Seu servo Moisés. Assim, portanto, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil homens, a pé, sem contar mulheres e crianças. Subiu também com eles um misto de gente, ovelhas, gado, muitíssimos animais (cf. Êx. 12:37, 38)[15]. Os israelitas viajaram pelo deserto em direção ao Monte Sinai*, onde YHWH faz um pacto com o povo. Pacto em hebraico é “berith”, que significa um acordo, aprovado mutuamente, de responsabilidades e benefícios compartilhados. Israel se tornou uma nação no dia em que aceitou o pacto de YHWH no Sinai. A parte de Israel nesse pacto será obedecer a Deus, o único Deus, que o tirou pela mão da terra da escravidão; o povo concorda, ao pé do Monte, em obedecer à voz do SENHOR (cf.  Êx. 19:8)[16].

          Em Êxodo 20, o SENHOR começa a dar-lhe as Leis específicas que deve obedecer a fim de manter a aliança com Ele. Assim, os “Dez Mandamentos”, ou “Dez Palavras,” como chama a Bíblia, são dados no contexto de estipulações que Israel deve obedecer para cumprir sua parte na aliança com Deus.

          Podemos perceber através do Pentateuco (os cincos primeiros livros da Bíblia), analisando o Decálogo e as Leis complementares, que a reencarnação da alma não foi mencionada na Lei, nem comentada pelos profetas, nem conhecida pelas grandes religiões da antiguidade, nem encontrada nas citações em escritos arqueológicos como a “Epompéia de Gilgamesh” (escritos, em pequenas tabuas de barro, encontradas na Mesopotâmia que conta sobre a criação do mundo e o dilúvio). Por isso, estamos diante de um grande erro. Assim sendo, podemos afirmar que não existe reencarnação. Nenhum conhecimento a respeito dessa doutrina os israelitas trouxeram como legado dos 400 anos que passaram na terra do Egito, porque os Faraós acreditavam na ressurreição do corpo, como já foi comentado.

          Se tudo o que Deus fez, escolhendo um povo, liderando-o para fora do Egito, dando-lhe a Sua Lei, era para trazê-lo a Ele, muito mais a vida, a morte e ressurreição de Cristo servem para nos levar ao Deus Pai, através da fé no sacrifício único, eterno e eficaz de Jesus na cruz do Calvário, onde Ele venceu a morte. Quem deposita a fé nEle, tem a vida eterna, na presença do Criador. Jesus definiu vida eterna como conhecer a Deus (cf. Jo.17:3)[17]. No Filho, o Senhor reconciliou o mundo consigo mesmo, para que pudesse trazer o mundo a Ele, ou seja, os eleitos (cf. Ef.1:4)[18], aqueles que Ele comprou com Seu sangue.

          Os Israelitas aceitaram o pacto. Eles não tinham que reencarnar para evoluir perante Deus, só tinham que obedecer a sua parte no pacto, onde Deus revelaria Sua vontade e modo de agir. Significa que Ele permitiria que Sua presença descansasse sobre o povo. Hoje, também, temos um pacto que foi selado com o sangue de Cristo vertido na cruz do calvário, e há uma liberdade do Pai em escolher a quem lhe aprouver (cf. Rm.9:15)[19]. Ele nos guiará pelo Seu Espírito e concluirá a boa obra que começou em nossas vidas. O convite é para todos os eleitos virem a Ele. Aprove a Ele nos escolher através de uma aliança eterna. Não há coação. Ele nos escolheu e enviou Seu único Filho ao mundo para que todo aquele que nEle crê não morra, mas tenha vida eterna. Ele cumpriu a justiça de Deus pela humanidade caída. Todavia, a escolha é dEle (cf. Mt.24:31; Jo.15:16; 13:18)[20]. É concebível que se o homem tivesse desejo de vir a Jesus, ele viria, só não vem porque não faz parte do rebanho que Ele conhece (Jo.10:27)[21]. A chamada eficaz significa em última análise que os escolhidos irão responder favoravelmente ao chamado de Jesus (Jo.10:25-30).

          Muito tempo depois do pacto ser estabelecido com Israel, o povo persistiu em desobedecer ao Senhor. Finalmente, Deus o castigou com a destruição do Reino do Norte – de Israel, e o Reino do Sul – de Judá. O profeta Jeremias preveniu a nação do Sul com o julgamento que viria. Deus falou sobre um novo pacto que Ele faria algum dia:

 

Eis que os dias vêm em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da Terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram (Jr. 31:31,32)

 

          Jeremias viu que o problema era com o povo. A Lei é boa e santa, mas, o homem já nasce inclinado para o pecado, torto, ameaçando cair a qualquer momento. Deus tinha sido fiel, contudo, a nação não tinha cumprido sua parte no acordo. Não devemos condenar Israel por sua falha nesse acordo. Nenhum outro povo teria agido melhor para manter o pacto. Ele percebeu que a única esperança para um pacto com Deus estava no futuro, quando Deus faria um novo acordo com a humanidade. No novo pacto, Deus promete: “Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (Jr. 31:33). Neste pacto (N.T.), tal relação torna-se real na vida de uma pessoa quando ela “nasce de novo”, quando o Espírito Santo de Deus, a terceira Pessoa da Trindade, passa a habitar no seu interior para lhe revelar à vontade de Deus: Amar a Deus de todo o coração; amar ao próximo como a si mesmo (cf.  Lc. 10:27)[22]. O homem é salvo para isso, não é isso que determina a salvação, porque a salvação é pela graça mediante a fé (cf.  Ef.2:8)[23]. Não é pelas obras, as boas obras são apenas o resultado da salvação: “...Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras...”(Ef. 2:10)[24]; (cf.  Ef. 2:7,8,9)[25]

          Se o homem não aceitar o novo pacto selado com o sangue do cordeiro de Deus, vertido na cruz; se ele não crê que Jesus morreu e ressuscitou ao terceiro dia, pode dar toda sua fortuna aos pobres, mesmo assim, continuará sendo um egoísta e não conseguirá ser salvo, porque o que o homem faz é para se beneficiar, conseguir pontos para a próxima encarnação. Aquele que é nascido de Deus, nascido do alto, gerado pelo Espírito Santo, as obras que ele faz, não é ele quem faz; é Deus quem as faz. O novo homem é apenas um instrumento nas mãos do Deus todo poderoso a fim de praticar tais obras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

                                                        

           Chegamos ao fim desta pesquisa, provando ao caro leitor que a doutrina da reencarnação é antibíblica, diabólica, armação anticristã para querer tragar vidas: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo*, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe. 5:8). Os espíritos que Kardec afirma ser de pessoas que desencarnaram, na

verdade, foram desmascarados, mostramos categoricamente que eles são demônios, travestidos de anjos de luz, com o intuito de desviar o homem da graça* de Deus: “E não é de se admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras.” (2Co. 11:14-15). Deu para perceber? Esta é a prática do inimigo dentro do espiritismo: Enganar. Aquelas pessoas estão ali dentro, como vimos, iludidas. Satanás ataca as consciências de suas vítimas para que não lhes resplandeça a luz do Evangelho (cf.  2Co. 4:4)[26]. Está claro em toda pesquisa que Jesus nos ama e tem algo infinitamente maior do que reencarnação para nos oferecer: Ele tem vida eterna para nos dá (cf.  Jo. 11:25-26)[27], com um corpo ressurreto, transformado, glorioso assim como o Seu, não mais sujeito a morte. (cf.  Fp. 3:21)[28]; (2Co. 3:18)[29]; (1Co. 15:51)[30]. Ficou entendida qual a missão de Cristo: que Ele veio ao mundo na plenitude dos tempos (gr. Kairos* - tempo) para ser imolado pelos nossos pecados, nos libertar do império das trevas e nos dar vida eterna. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o “Único e Verdadeiro Deus”, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Portanto, a salvação através da morte e ressurreição de Cristo existe. E para conseguir esta salvação é preciso crer em Jesus como diz as Escrituras.

Um dia, todos nós, iremos morrer. Sobre a humanidade pesa a sentença divina: “Tu és pó e ao pó tornarás” (Gn. 3:19b). “...aos homens está ordenado morrerem uma única vez, vindo, depois disto, o juízo,” (Hb. 9:27). Todavia, a Bíblia ensina que a morte não é o final de tudo, nem o início de outra vida em outro corpo (reencarnando). É, sim, o começo de uma nova vida que será de felicidade e alegria para aqueles que estiverem ligados a Cristo Jesus, para aqueles que não negarem a ressurreição. “Declarou-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir. Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente” (Jo. 11:23-26).

Se cada um de nós irá morrer um dia, a melhor atitude do homem é preparar-se em vida para se encontrar com o seu Criador. Você deseja conhecer o amor de Jesus? Reconhecer que é pecador e precisa do Seu perdão?

          Se esse é o desejo do seu coração faça esta oração: Senhor Jesus, reconheço humildemente pela atuação de teu Espírito em meu coração que sou pecador e aceito neste momento o teu perdão. Creio que tu morreste na cruz por mim. E ressuscitaste ao terceiro dia. Estais vivo e vais voltar uma segunda vez para me buscar. Coloco agora toda minha confiança em ti, para que tu sejas o Senhor e Salvador da minha vida. Ajuda-me, Senhor, a confiar em ti, viver para ti, porque tu morreste por mim. Eu agora entrego minha vida em tuas mãos, abro o meu coração para que possas fazer morada. Rejeito toda obra oculta do espiritismo, porque agora conheço a Verdade que conduz a vida eterna: JESUS meu SENHOR e SALVADOR. Amém!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GLOSSÁRIO

 

 

 

 

*Anátema: (gr. anaqema) (nos papiros pagãos = maldição dos deuses infernais), maldição, objeto amaldiçoado, entregue às mais terríveis imprecações.

 

*Anima: Do latim, alma

 

*Abrão: Pai do povo escolhido de Deus. Depois passou a se chamar Abraão. Era filho de Terá e tio de Ló. Nascido em Uz, cidade dos caldeus , emigrou com Terá e Ló para Harã. Depois da morte de Terá, Abraão e Ló partiram, por ordem de Deus, para Canaã. (Gn. 11:31-32; 12:1-9).

 

*Apócrifos: (Significa livro não-inspirado). O termo “apócrifos’’ procede da língua grega (apokrifoz) e significa “oculto”; “escondido”, vindo posteriormente a significar a literatura não-inspirada que integra o cânone do Antigo Testamento organizado em  Alexandria, usado também por muitos cristãos no passado. Mas o termo apócrifo não se refere somente aos livros “disputados” do Antigo Testamento. Apócrifos são também livros contemporâneos do Novo Testamento que não foram reconhecidos pela Igreja (embora alguns autores pretendessem alcançar reconhecimento desses livros).  Quando São Jerônimo traduziu a Bíblia para o Latim (A Vulgata Latina) comissionado pelo bispo de Roma Damásio I (no amo de 382, século IV d. C.) . Incluiu os “apócrifos” do Antigo Testamento,fazendo distinção com os canônicos.

 

*Canal: É o médium, que entrega voluntariamente seu corpo, mente e espírito para ser controlado por um espírito (“que dizem ser de alguém desencarnado”) com o propósito de transmitir os ensinos deste.

 

*Carma: Lei de causa e efeito, segundo o qual para cada ação nesta vida há uma reação na próxima vida “O que semearmos nesta vida ceifaremos na outra”.

 

*Casta: É uma palavra de origem portuguesa e a palavra indiana correspondente é varna, que significa cor. Há uma correspondência entre casta e o aspecto referente à cor, sendo as castas superiores mais claras do que as inferiores.

 

*Clarividência: (Ocultismo; Associação para Pesquisa e Iluminação). Termo utilizado para designar a misteriosa habilidade de se perceber coisas que estão além da realidade física. O termo também é usado para descrever eventos futuros.

 

*Diabo: Adversário (gr. antidikos). Era o oponente numa ação judicial. Diabo. Lit. “caluniador”, “difamador”, frisando a prática de acusar Deus perante os homens (cf.  Gn.3), o homem perante Deus (Jó. 1:9,10) e uns contra os outros. 

 

*Espiritismo: É usado para descrever qualquer grupo que defenda a comunicação com os mortos (Kardecismo, Racionalismo Cristão, Legião da Boa Vontade e Umbanda)

        

*Faraó: Significa dono do Egito.

 

*Gnosis: (gr. ginwsiz). Significa conhecimento. Os Gnosticus interpretavam a Bíblia a sua maneira; achavam que a salvação se dava pelo conhecimento; afirmação de um dualismo radical entre o corpo eternamente mal e o espírito absolutamente bom, sendo assim o homem poderia até mesmo se prostituir e praticar todo tipo de pecado, pois o corpo é mau e no pó será desfeito, só o espírito iria ser salvo. Por isso não acreditavam que Cristo havia vindo em carne.

 

*Guia: (Ocultismo). Espírito presente a uma “sessão” para oferecer assistência, conselho ou direção para o médium que tenta estabelecer contato com o mundo espiritual. Os guias geralmente são gurus sábios; mestres Hindus. Sacerdotes são também outros grandes líderes espirituais de épocas passadas (Veja Espiritismo).

 

*Graça: (comum, eficaz, preveniente). Sendo um dos conceitos centrais das Escrituras, a graça fala das ações amorosas de Deus para com a criação e a favor da humanidade em particular. Graça é o transbordar generoso do amor de Deus-Pai por meio do Filho, Jesus Cristo. Esse amor foi mais claramente demonstrado ao ser humano no fato de Deus, de livre vontade, ter dado seu Filho para que as pessoas pudessem entrar num relacionamento de amor com ele, movidas pelo Espírito Santo. A graça comum diz respeito ao favor de Deus, que se estende a todas as pessoas por meio do cuidado providencial, independentemente de reconhecerem e amarem a Deus. A graça eficaz refere-se à aplicação especial da graça à pessoa que pela fé se achega a Cristo para a SALVAÇÃO. É o ato especial de Deus que efetua a verdadeira salvação. Graça preveniente, embora muitas vezes considerado sinônimo de graça comum, refere-se mais especificamente à idéia wesleyana de que Deus capacitou todas as pessoas em todos os lugares para corresponder favoravelmente ao Evangelho, se assim desejarem.

*Kairos: (gr. kairoz). Paulo fala de Kairos, para dizer que o tempo estava pronto, maduro ou preparado. O grego tem dois vocábulos para tempo, Chronos e Kairos. Chronos é o tempo do relógio, que se pode medir, como aparece em palavras como “cronologia” e “cronômetro”. Kairos é diferente do tempo quantitativo do relógio, é um tempo qualitativo da ocasião certa; esse foi o tempo de Deus. O qual Ele enviou Seu único Filho ao mundo, não para julgar, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. 

 

*Imanência: Termo teológico de que Deus está presente, próximo e envolvido na criação.

 

*Inspiração: Termo utilizado para designar a obra do Espírito Santo de capacitar escritores humanos a registrarem o que Deus desejava que fosse o conteúdo das Escrituras.

 

*Logos: (gr. logoV=palavra=verbo) Designa Deus, o Filho, referindo-se à sua Divindade; “Jesus” e “Cristo” refere-se em (Jo. 1:1) à sua encarnação e obra salvífica. Durante os primeiro três séculos, as doutrinas a respeito da Pessoa de Cristo incidiram intensamente sobre sua posição como o logos;

 

*Legião: Corpo da antiga milícia romana; composto de infantaria e cavalaria; corpo de qualquer exército; multidão.

*Massoretas: O hebraico arcaico não possuía vogais. No século VII da nossa era que estudiosos judeus chamados “Massoretas” deram maior sentido ao texto, colocando vogais em forma de pequenos pontos em cima e em baixo das consoantes. Por isso o texto hebraico do Antigo Testamento é chamado hoje de “Texto Massorético”. O termo provém da palavra hebraica (Massorah), que significa “tradição”.

 

*Moira: (no singular) pode ser também o destino personificado, a deusa da morte ou da desgraça.

 

*Metempsicose: Meta, no grego, é a mudança, a passagem, enquanto Psyché significa alma, (Metempsicoses) é a passagem de uma alma de um corpo para outros, (reencarnação).

*Mito: Mito não é uma mentira, não é uma lenda, nem exclusivo de um povo primitivo. Mas, existe em todo tempo e cultura como forma de linguagem para compreender a realidade. É uma narrativa que descreve e retrata, em linguagem simbólica (de cada época e cultura), a verdade existente.

 

*Nirvana: Cessação ou extinção. Este termo é interpretado de muitas maneiras no budismo. O mínimo significado é a cessação do processo em que a pessoa está presa à roda do renascimento e dos desejos egoístas. Quebra do samsara, roda das reencarnações.

 

*Necromância: (Ocultismo). Ritual de comunicação com os espíritos dos mortos. Esta prática envolve encantamentos acompanhados da abertura dos caixões. O objetivo do necromante é buscar informações concernentes ao futuro.

 

*Oculto: Vem do vocábulo latino “occultus”, que significa “escondido”, “secreto”. A parapsicologia da atualidade, que, como ramo da psicologia, estuda os fenômenos ocultos.

 

*Ocultismo: É de origem mais recente que a palavra “oculto”. Provavelmente o termo foi introduzido por Alphonse-Louis Constant, que se denominava Eliphas Lévi (1810-1875). O estudo do ocultismo abrange três diferentes áreas: Espiritismo, Cartomancia e Magia.

 

*Paraíso: Do persa, pairidaeza, que significa Jardim.

 

*Possessão: Estado; domínio; colônia; estado de possesso; invasão demoníaca; posse diabólica; forma de delírio em que o paciente acredita estar habitado por ser sobrenatural.

 

*Parapsicologia: (Ocultismo). Estudo pseudocientífico dos fenômenos da psique humana os quais não são considerados pelos meios empíricos normais. Tais ensaios são dirigidos à telepatia, clarividência, percepção extra-sensorial e psicosinese, etc.      

*Psicografia: (Kardecismo; Ocultismo). Fenômeno no espiritismo em que um médium escreve aparentemente sem estar consciente. Acredita-se que a inspiração para tais textos seja dada pelo espírito de uma pessoa morta, invocada pelo médium, para estabelecer uma comunicação. O mesmo fenômeno ocorre também com desenhos, pintura e mensagens faladas. Porém, conforme relatam os textos bíblicos, tais fenômenos são realizados pelos agentes de Satanás.

 

*Samsara: Significa, literalmente, “circuito”. Termo formado a partir do prefixo. Sam-: “conjunto, completamente”... e da raiz verbal Sar-: Correr (como um rio). Portanto, o Samsara é um escoamento total... é o desenrolar completo da existência muitas vezes comparada a uma roda semelhante a de moinho d’água, cujos corpos não param de esvaziar-se e encher-se enquanto gira.

 

*Santo: (gr. ágios) = separado do uso profano por Deus e para Deus, sacro, reverendo. Os agiois = os cristãos, os crentes, o novo povo de Deus, sucessor dos hebreus no favor e propósito Divino, os santos.

 

*Sincretismo: Tentativa de assimilar doutrinas e práticas diferentes ou opostas, sobretudo entre sistemas religiosos e filosóficos, resultando em um novo sistema em que a estrutura fundamental e os dogmas de cada um foram modificados.

 

*Transcendência: Atributo de Deus de ser total e distintamente separado da criação (embora também sempre envolvido nela). A declaração de que Deus é transcendente significa que ele está “acima” do mundo e antecede a criação.

 

*Taoísmo: Sistema de crenças que pressupõe a realidade de Deus, como conceito fundamental na composição de todas as outras crenças.

 

*Vedas: Os primeiros hinos (samitas), os mais tradicionais textos do hinduismo, são apresentados em quatro partes: “Rigveda”, “Iajuveda”, “Samaveda” e “Atarvaveda”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFIA

 

 

 

 

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[1] “A religião Suméria destinava-se exclusivamente a este mundo e não oferecia qualquer esperança de uma vida além-túmulo, eterna e bem-aventurada. As almas dos mortos permaneciam temporariamente em um lugar sombrio e desolado que mais tarde veio a se chamar XEOL. Ali elas permaneciam por algum tempo e depois desapareciam, ninguém poderia aspirar uma vida eterna e feliz em um outro mundo, (muito menos a reencarnação). Para eles a vitória da tumba era completa” (MCNALL, Edward Burns. História da Civilização Ocidental. São Paulo, 1996. Volume-1, p.41. grifo e parêntese nosso).

 

[2] “A doutrina do samsara* marca a passagem do vedismo antigo para o hinduísmo, precisamente nessa época (por volta do século V a.C.)” quando surgiu o Budismo e o Jainismo (DOMERGUE, Benoît. Notas Sobre Reencarnação. São Paulo, 1997. p.27).

 

[3] “Quando o hinduísmo védico acabou fenecendo, surgiu uma nova literatura, e os sábios desenvolveram essa fé. A literatura que eles compilaram e produziram chama-se os Brahmanas. Foi introduzido muito cerimonialismo, bem como especulações e práticas mágicas. Esse elemento mostrou ser tão importante que descreu a importância dos deuses. Foi durante esse período que os conceitos da transmigração das almas, com uma resultante divida kármica,além de outros benefícios foram concebidos” (CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo. Editora HAGNOS, 1ª.ed. 1991 – 2ª.ed. 2002. p.113).

 

[4]  “Os mais antigos testemunhos escriturísticos foram redigidos cerca de trezentos anos depois de sua morte, e os elementos doutrinários mais tarde ainda “(DOMERGUE, Benoit. Notas Sobre Reencarnação. São Paulo, 1997.  p31.)”

 

[5] “A palavra buda origina-se da raiz budh, que em sânscrito significa “despertar”. Os ortodoxos acreditam que Buda é apenas o último de uma série de trasmigrações,” (ISTOÉ: Tudo o Livro do Conhecimento. São Paulo. Editora três Ltda. 1996. Buda, p251).

 

[6] “Há vida após a morte? Buda não forneceu resposta a essa pergunta. Ele não se ocupava com especulações metafísicas, porque o seu sistema era essencialmente, ético”. (CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e filosofia.  Candeia. 2002. p 568). 

[7]  “Esses princípios exerceram grande influência sobre o judaísmo e também sobre o cristianismo e o islamismo”  (MOCELLIN, Renato. Para compreender a HISTÓRIA. Editora do Brasil S/A.).   

 

[8]  “...no último grande dia, Ormuzd derrotaria Arimã e o precipitaria no abismo. Os mortos erguer-se-iam das tumbas para serem julgados, conforme os seus merecimentos. Os justos entrariam no gozo imediato da bem-aventurança, enquanto os maus seriam sentenciados as chamas do inferno” (BURNS, História da Civilização Ocidental. São Paulo, 1996. p54 ).

 

[9] “A felicidade da alma, a subsistir após a morte, ficava associada à conservação do corpo. Por isso, eles desenvolveram a prática do embalsamamento e a construção de monumentos funerários, como as pirâmides e as câmeras funerárias. Pirâmides eram as tumbas dos Faraós e tinham a função de abrigar o sarcófago do Faraó até que sua alma voltasse ao corpo. Junto com o Faraó eram enterrados seus bens, acreditavam que seriam úteis para ele na outra vida Nenhum ser vivo podia penetrar numa tumba após os funerais. A entrada era selada e obstruída por pedras. Era considerada a morada do morto, uma espécie de lugar secreto. O curioso é que na Grande Pirâmide havia um sistema de ventilação, fato que deveria ter chamado a atenção e mostrar que este monumento não era destinado aos mortos, mas ao uso de pessoas vivas, que tinham necessidade de respirar”. Portanto a reencarnação não faz parte do conhecimento dessa religião.(Revista: Qual é o assunto?  Os Mistérios do Egito. p44, 46. qualassunto@uol.com.br).

 

[10]  “Acreditava-se então que os mortos deveriam comparecer perante Osíris para serem julgados de acordo com suas ações na terra. Todos os mortos que passassem pelas provas desse sistema de julgamento entravam num reino celestial de gozos físicos e prazeres simples.” (MCNALL, Edward Burns, História da Civilização Ocidental. São Paulo. Globo. 1996. p27)

 

[11] “Multidões que dormem no pó da terra acordarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para o desprezo eterno” (NVI).

[12] “Ele disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós”.

 

[13]  “[...] e lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro, e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o serviço em que na tirania os serviam”.                                                                                                           

 

[14] “[...] por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel [...]”.

 

[15] “Assim, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças. Subiu também com eles um misto de gente, ovelhas, gado, muitíssimos animais”.

[16] “Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o SENHOR falou faremos. E Moisés relatou ao SENHOR as palavras do povo”.

[17] “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

 

[18] “[...] assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor”.

 

[19] “Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão”.

[20] “E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus”. “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça;. A fim de que todo quanto pedirdes ao Pai em meu nome , ele vo-lo conceda”. “Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar”.

 

[21] “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem”.

[22] “A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento [...]”.

 

[23] “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus [...].

 

[24] “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

 

[25] “[..] para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua garça, em bondade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que  ninguém se glorie”.

[26] “[...] nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”.

 

[27] “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?”.

 

[28]  “[...] o qual transformará o nosso corpo de humilhação para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas”.

 

[29] “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de gloria em glória na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”.

 

[30] “Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos [...]”. 

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