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Há na Bíblia Sagrada referências aos autores dos Livros e Cartas. Algumas referências não são conclusivas, por isso eu pergunto: Quem escreveu a  CARTA AOS ROMANOS?

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Quem escreveu a  CARTA AOS ROMANOS?

Eu, Tércio, que esta carta escrevi, vos saúdo no Senhor.Romanos 16:22

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ep%C3%ADstola_aos_Romanos#Hist.C3.B3ria

Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos),Gálatas 1:1

Foi o Espírito Santo, que inspirou Paulo, que por sua vez se utilizou Tércio um escrevente ou copista, apensando Paulo no final suas saudações finais, de punho próprio.  Como explica o texto a seguir.

 

Paulo não escrevia de seu próprio punho, conforme era costume dos escritores antigos. Antes, ditava-as a um amanuense (Escrevente e copista) de sua confiança. Ao final, apensava o Apóstolo, suas saudações finais, de punho próprio.

Autoria

A autoria de Paulo da carta aos Romanos é universalmente aceita, não existindo contestação relevante, seja do ponto de vista documental, seja da alta crítica. Não somente ela vem declarada na sua costumeira saudação (cf. 1:1) como vem amparada por fatos históricos, tais como sua pretensão de ir a Roma (1:15, 15:24) em caminho para a Espanha, ou a referência à coleta feita em favor da igrejas empobrecidas de Jerusalém (15: 26-33), como ainda por referências próprias características, tais como a de ser apóstolo entre os gentios (cf. 15: 16; Ef 3:7,8; Cl 1:27; Gal 1:16). Acresce-se, ainda a esses elementos, referências a pessoas de conhecimento comum, tais como Febe, Priscila e Áquila e Timóteo, que se tornam elo importante entre o escritor e os destinatários.

http://www.monergismo.com/textos/comentarios/romanos_amorese.htm

 Prezado leitor click nos versículos e confirme o texto bíblico.

ATRAÇÃO FATAL

Denominamos atração fatal, a forma como o deus deste século, 2 Coríntios 4: o deus do ministério da morte, 2 Coríntios 3:7ss., que se revelou em Deuteronômio 32:39,como divindade assassina João 8:44 atrai os seres humanos para a batalha do Armagedon ou diluvio de fogo. 2 Pedro 3:10
Esta  divindade foi denunciada e combatida por Jesus Cristo, segundo Hebreus 2:14 .
É divindade assassina, que afirma fazer o mal e o bemIsaías 45:7, e que assumiu perante Jesus Cristo Mateus 4:8 ;Mateus 4:9 a criação desta natureza  Jeremias 27:5 ; Isaías 45:12;  de sofrimento, dor e morte Romanos 8:20 ss., na condição de Ira de Deus.  Isaías 13:13
A autoridade desta divindade denominada dragão, conforme Apocalipse 12:9, também reconhecida como a primitiva serpente, satanás e diabo é o responsável por toda a maldade que  vivemos e vamos viver em seu reino nas trevas, conforme palavras do próprio Jesus Cristo.  Lucas 17:26 ss.; Mateus 24:37 ss; Mateus 24:7Lucas 21:10 ;Miquéias 7:6Lucas 12:53Mateus 10:21Marcos 13:1
Esta divindade maligna que impera sobre os mortais 1 João 5:19, está atraindo fatalmente a humanidade para a armadilha a que denominou batalha do Armagedom,Apocalipse 16:16 relatada em Ezequiel 38:2 ss., e 39, confirmada pela citação de Apocalipse 20:8, onde deixa de ser o Senhor do mundo Efésios 2:2 para ser simplesmente o Diabo . Efésios 6:11 ; Efésios 6:12
 Este diabo, cujo poder se estende a um terço dos anjos do céu, segundo Apocalipse 12:4 e domina sobre todos os mortais, Efésios 2:3 que não se converteram a Jesus Cristo de todo o seu  coração  Lucas 14:26;  abriu uma disputa com os seres humanos, que não crêem, ou que crêem, mas foram seduzidos pelo poder do dragão em prodígios e maravilhas desta natureza; de conduzir esta humanidade ao dilúvio de fogo, ou terceiro conflito mundial, de forma revelada.
O Dragão propõe para os seres humanos, neste último ato, antes do fim desta humanidade, na forma como a conhecemos que: se crêem na palavra de Deus, não devem cumprir a palavra revelada. Pois se cumprirem ele juraDeuteronômio 32:41ss., que vai aplicar o dilúvio de fogo sobre os mortais. Sofonias 3:8 ; Isaías 34:8  
 Se crêem, então contrariarão a sua palavra jurada nas escrituras de como destruirá esta humanidade. Jeremias 46:10 ; Ezequiel 38:16
Não farão o que registrou em  Ezequiel 38 e 39, ou seja: a ONU, (Nações Unidas) não decretará a formação da maior coligação de nações de todos os tempos, encabeçadas pela  Rússia, e  portanto, não invadirão o pequeno estado israelita. A quem o dragão jura, que quando o fizerem, Ele, a Ira de Deus, mostrará para toda humanidade sua face,  Ezequiel 38:23 na forma de todo tipo de cataclismo que esta natureza pode gerar. Ezequiel 38:19 ;“De tal modo que tremerão diante da minha face os peixes do mar, e as aves do céu, e os animais do campo, e todos os répteis que se arrastam sobre a terra, e todos os homens que estão sobre a face da terra; e os montes serão deitados abaixo, e os precipícios se desfarão, e todos os muros desabarão por terra.”Ezequiel 38:20
Nesse caso, a atração fatal, está no fato que a maioria dos seres humanos não crêem nas escrituras, e como as escrituras estão no comando dos religiosos, estão estes últimos, fazendo o fato acontecer, inclusive já construíram o grande silo de sementes, bem como estão em massa, de forma velada, construindo cidades subterrâneas, para as quais estão carregando feito formigas, suas riquezas, sabendo que a palavra da divindade é irredutível (fatalmente ocorrerá).
Os seres humanos, portanto, crente ou não cumprirão o profetizado, porque a única força que poderia se opor a tal fatalidade seria cumprir a  vontade de  Jesus Cristo (o novo Jonas para nosso tempo Mateus 12:39 ; Mateus 12:41 ;Lucas 11:32 ; Lucas 11:30 ), cuja a palavra, o testemunho está resumidamente  registrada em Mateus capítulos cinco; e esse cumprimento da palavra de Jesus, o Cristo, terá que ser à nível de humanidade. João 17:21  O que é humanamente impossível, pois raramente um ser humano consegue seguir Jesus, o Cristo, na forma como está seu testemunho até a morte e ressurreição Mateus 10:38 ; Lucas 9:23 ; Lucas 14:27.
Sendo assim, duas correntes estão a cumprir o profetizado diluviano.
 A primeira, são os próprios religiosos, que conhecem a palavra e querem o fim desta humanidade; porque querem viver a última provação humana, a grande tribulação imposta pelo imperador da morte em sua ira; e aguardam sua salvação mansamente até a morte, para reabilitação em Jesus Cristo. Apocalipse 13:10  juntam-se a estes, os que acreditam que haverá um governo messiânico de paz, após o caos terreno; e que portanto, estão colaborando com o processo diabólico diluviano, na certeza que farão parte desta nova ordem mundial, desde que sobrevivam de alguma forma. Os primeiros, aqui referidos, são os bem aventurados seguidores de Jesus Cristo. Apocalipse 7:14 Os segundos,  são enfeitiçados pelos prodígios e seduções diabólicas presentes nas escrituras sagradas, desde o gênesis até o apocalipse. Zacarias 8:3 ;  Isaías 24:23
A segunda corrente, temos os ateus,  que se dizem os dominadores da natureza, e por isso construíram todo tipo de artefato incontroláveis para destruir uns aos outros; estes irão a batalha do Armagedom, em nome da paz, da ordem social e econômica mundial; e do direito e da justiça dos povos representados pela Nações Unidas; irão formar a maior coligação de nações de todos os tempos para por fim a idéia de deus, implantada no mundo, pelos judeus; a estes se juntarão por segunda intenções, os muçulmanos Ismaelitas, na busca  das promessas a eles reservadas pelas suas escrituras sagradas.
Assim sendo, estas correntes se chocarão na batalha do Armagedom, que dará início a terceira conflagração mundial; e visto o armamento que prepararam para este fim, será o dilúvio de fogo.
O dilúvio de fogo colocará a terra em caos,  Amós 5:18;  Amós 5:19 trevas por toda a parte, mais ainda não será o fim do planeta e dos seres humanos que se tornarão raros   Isaías 6:11 ss.; Isaías 13:12 ss.
Após esta grande tribulação, respeitado um período de tempo, os seres humanos, escondidos em suas cidades subterrâneas e demais  sobreviventes, serão chamados a formarem a nova ordem mundial, judaica; que conforme as escrituras, renascerá das ruínas da atual Jerusalém, onde será construído o novo templo da divindade do mundo,Zacarias 6:12 ;  Zacarias 6:15 colocando-se em prática todos os rituais traçados nas escrituras judaicas, com relação a legislação e as práticas da antiga aliança. Ezequiel 43:25 ;Zacarias 14:16
Nesse tempo, os cristãos serão caçados e mortos pelos judeus; estará encerrado o tempo dos gentios, da graça e da nova aliança.Zacarias 11:10 
Neste tempo que se aproxima rapidamente, viver será um milagre tal como nos dias de Moisés no deserto.
Os seres humanos viverão de prodígios da divindade e o simples pensar contrário ao regime instalado será causa de dor, sofrimento e morte do infeliz.
 Nesse tempo ocorrerá plenamente a palavra de Jesus Cristo 17: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Mateus 24:9 ; Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus.” João 16:2
“E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.” Mateus 24:22

Então após esgotar todas as profecias previstas no apocalipse, com relação as trombetas Apocalipse 8:6 ss. e as taças da ira Apocalipse 16:1 ss. , virá o fim deste planeta, resumidamente na forma como profetizou ISAIAS: “E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente.  Isaías 24:23 Isaías 60:20  ; Joel 3:15 ;  Atos 2:20 Mateus 24:29
Então, e só então,  antes do fim deste planeta “aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. Mateus 24:30;  E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.”Mateus 24:31 e levará os que creram e viveram sua palavra de Mateus capítulo cinco para sua morada, João 14:3 enquanto que  os iníquos serão conduzidos com sua divindade a segunda morte Apocalipse 21:8 ; Apocalipse 20:14
Então,  “de todo cambaleará a terra como o ébrio, e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá, e nunca mais se levantará.” Isaías 24:20
 E conheceremos   “um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.”Apocalipse 21:1  
“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.”Apocalipse 21:4
“E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.” Apocalipse 22:3
“E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.”Apocalipse 22:5

“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” Atos 16:31

A PAZ, QUERIDOS IRMÃOS!! SEM QUERER DEBATER, GOSTARIA DE PEDIR LICENÇA E COLABORAR COM ESSE ARTIGO E COLOCAR A: 'INTRODUÇÃO DESSA CARTA - INTRODUÇÃO: ESPERO PODER AJUDAR.......!!!!!!

EPÍSTOLA DE PAULO AOS

 

ROMANOS

 

 

 

            INTRODUÇÃO

 

 

            Visão geral

            Autor: O apóstolo Paulo.

            Propósito: Apresentar a mensagem do evangelho de Paulo aos crentes em Roma, e explicar como esse evangelho corrige as divisões entre os crentes judeus e os crentes gentios.

            Data: 55-57 d.C.

            Verdades fundamentais:

            Judeus e gentios são pecadores sob o juízo divino.

            Judeus e gentios recebem a justificação somente mediante a fé, à parte das obras.

            A santificação, que conduz à glorificação, ocorre mediante a dependência do Rúkha hol – RODSHUA.

            Judeus e gentios exercem papéis interconectados na História.

            Os cristãos judeus e gentios devem aprender a aplicar o evangelho à vida prática.

 

 

            Propósito e características

            Paulo estava num momento decisivo do seu ministério na época em que Romanos foi escrita. Ele acreditava que havia cumprido o seu trabalho no Mediterrâneo oriental (15,17-23), e que era tempo de se deslocar para o Ocidente e evangelizar a Espanha (15,24). O apóstolo esperava visitar os cristãos romanos no caminho, realizando assim um sonho antigo e, talvez, recebendo a ajuda deles como Igreja mantenedora (15,24). À luz disso, era essencial que ele apresentasse suas credenciais apostólicas (observe a expressão “meu evangelho” em 2,16; 16,25), para que os romanos reconhecessem a autenticidade do ministério dele. Paulo deve ter pensado também que isso era necessário para defender o seu trabalho das falsas insinuações de boateiros (3,8).

 

 

 

EPÍSTOLAS PAULINAS: (1ª).

 

            De todos as cartas do apóstolo Paulo, a Epístola aos Romanos é inegavelmente a mais importante. E isso, não só por ser a mais extensa. Do ponto de vista doutrinal, é uma das mais ricas – a ponto ser considerada, muitas vezes, uma carta-tratado – e a mais notavelmente estruturada. “Esta epístola toda inteira, asseverava Calvino, é disposta metodicamente”. Historicamente, enfim, nenhuma outra exerceu igual influência; um teólogo protestante chegou recentemente a dizer (não sem uma ponta de exagero) que a história da Igreja se confundia com a da interpretação desta epístola. Não há negar que este texto sempre ocupou um lugar privilegiado na história da exegese. Foi comentado, quer de forma continuada, quer não, por Orígenes, João Cristóstomo, Teodoreto, o Ambrosiáster, Pelágio, Agostino, Abelardo, Tomas de Aquino, etc. Papel sobremaneira decisivo desempenhou entretanto a sua interpretação em dois momentos da história da Igreja: no século V, por ocasião da crise pelagiana e das grandes controvérsias sobre a gratuidade da salvação, e no século XVI , quando dos inícios da Reforma protestante.

            Aos olhos de numerosos historiadores, o comentário à Epístola aos Romanos por Lutero, em 1516, foi o verdadeiro ponto de partida da Reforma. Foi outrossim explicando a Epístola aos Romanos, seu primeiro comentário bíblico (publicado somente em 1540), que Calvino preparou a segunda edição da Instituição da religião cristã (1539) e fixou as principais teses da sua doutrina. Os reformadores protestantes tinham esta epístola em particular estima. “Ela é na verdade, assegurava Lutero, o coração e a medula de todos os livros”. Calvino pretendia igualmente que “todo aquele que chega à sua verdadeira compreensão tem como que a porta aberta para entrar no tesouro mais secreto da Escritura”. Para Melanchton – cuja obra-mestra, os Loci communes rerum theologicarum, é de fato uma explicação da Epístola aos Romanos –, esta carta “fornecia o sumário da doutrina cristã”. A dogmática luterana primitiva confunde-se pois, na realidade, com uma dogmática da Epístola aos Romanos.

            Desde aquele tempo, os exegetas e teólogos protestantes não cessaram de comentar esta epístola. Mencionemos em particular o comentário de Karl Barth (1919), cuja influência foi decisiva para o pensamento teológico contemporâneo. Ao privilegiarem assim este texto, os teólogos protestantes tenderam, sem dúvida, a certo “unilateralismo”; o exegeta protestante F. – J. Leenhardt não Hesita em falar de “desequilíbrio”. Os teólogos católicos, por seu turno, deram ênfase exagerada ao ensinamento da primeira epístola aos Coríntios.

            Por causa deste papel desempenhado pela Epístola aos Romanos na história da Igreja dos quatro últimos séculos, é compreensível que os responsáveis pela Bíblia – Tradução Ecumênica tenham resolvido começar o seu trabalho pela Epístola aos Romanos. A seu ver, uma versão desta epístola seria um teste; com efeito, eles estavam persuadidos de que a tradução ecumênica da Bíblia não esbarraria em obstáculos intransponíveis se a Epístola aos Romanos pudesse ser apresentada em uma versão aceita por todos. E persuadidos estavam sobretudo do desafio teológico que estava em jogo neste empreendimento; segundo a feliz expressão do pastor M. Boegner. “o texto das nossas divisões” devia tornar-se o “texto do nosso encontro”.

 

 

            Posição da epístola na vida do Apóstolo. Ao ditar esta carta a Tércio (16,22) Paulo encontra-se provavelmente em Corinto, em casa de Gaio, que “hospeda a mim e a toda a Igreja” (16,23, cf. 1Co 14-15). Ele está prestes a partir (alguns pensam até que já tivesse partido) para Jerusalém (15,25-33), levando o produto da coleta que organizara na Macedônia e na Acaia em proveito dos “santos de Jerusalém que estão na pobreza” (15,25-26). Acabara de passar três meses em Corinto (At 20,3) no fim de sua terceira viagem missionária, no decurso da qual escrevera, alguns meses antes, as epístolas aos Coríntios, aos Gálatas e talvez aos Filipenses. Acha-se, pois, no fim de um dos períodos mais movimentados de sua atividade epistolar e teológica.

            Caros leitores, quero colocar algo que acho interessante sobre: “As Escrituras Sagradas” e a “Bíblia como a conhecemos hoje!”. Bem, o AT faz parte do povo judeu e foi feito para ele (mas todos nós devemos observá-los para não cometer os “erros” do passado...! Sendo desta forma, o At já existia em rolos, pergaminhos etc. bem antes da compilação do NT, que quando começou a existir o NT era também em “rolos”... mais ou menos isso!). Vamos lá.:

            - Cânon (Gr. Kanôn vara de medida, padrão, barra, regra). O termo se acha em Gl 6,16 para “regra”, e, no 2º século, a expressão “regra de fé” (Lat. Regula fidei) veio a indicar o padrão de verdade revelada, os artigos básicos da fé que constituem a confissão cristã essencial.

            As palavras cânon e canônico que já tinham sido empregadas por Orígenes (c. de 185 – c. de 254) entraram em uso geral no século IV com o sentido técnico dos livros que eram recebidos pela igreja como regra da fé cristã. O último dos livros que pertencia ao cânon do AT foi escrito vários séculos a.C., mas, para judeus piedosos, a questão do cânon foi encerrada cerca do fim do 1º século d.C. Muitos estudiosos acreditam que no Sínodo de Jâmnia (c. de 100 d.C.), uma cidade que tinha sido sede do grande Sinédrio desde a destruição de Jerusalém em 70 d.C., o conteúdo do AT foi discutido e, como sugere o – Mixná, o alcance do cânon foi finalmente definido. Outros estudiosos, no entanto levantam a questão quanto à existência real de tal sínodo. O núcleo do cânon do NT (os Quatro Evangelhos e as 13 Epístolas de Paulo) veio a ser aceita na igreja c. de 130. Em certos lugares, no entanto, ainda persistiam dúvidas quanto a certos livros, especialmente Hebreus, Judas, 2 e 3 João e Apocalipse, enquanto certos relatos e coletâneas de livros incluíam a Epístola de Barnabé e o Pastor de Hermas (Pais Apostólicos). A Carta Pascal de Atanásio em 367 é o testemunho exato mais antigo do cânon conforme o temos hoje. O cânon foi reconhecido por sínodos em

Hipona e Cartago em fins do 4º século. Não houve, porém, nenhum concílio geral da igreja primitiva que autorizou o cânon. (v. NDB, I pp. 246-261.).

            Dessa forma – se formou a Bíblia que temos hoje em dia! Claro que houve alterações de textos, parágrafos, etc. dos “rolos, papiros” para a “impressão em livros – formando a Bíblia...!”.

 

            O Papiro: Até aproximadamente o ano 3000 a.C., escrevia-se sobre tijolos de barro, peles de animais, folhas de certas plantas, cascas preparadas, etc. Difícil e custoso, como bem se pode imaginar.

            Naquele momento, um homem industrioso reparou uma planta que vicejava nativa e esplendidamente às margens do Rio Nilo. Era o papiro (do grego: pápyros, Cyperus papyrus). O papiro é uma ciperácea [família de plantas monocolitedôneas do porte das gramíneas, mas de caule cheio e sem nós: junca, carriço, junco] cultivada no Egito ao longo do Nilo, e cujas hastes são formadas de folhas sobrepostas, que os antigos egípcios separavam uma das outras, servindo-se delas para escrever, depois de convenientemente preparadas. Folha de papel feita com papiro. Manuscrito feito de papiro.

            O papiro é uma grande e bela planta, cuja haste nua, de 2 a 4 metros de altura, da seção triangular até sua parte superior, cheia de uma medula muito semelhante à do sabugueiro, tem no alto uma umbela de forma elegante. Esta espécie crescia, antigamente, nas margens do Nilo, e parece ter quase desaparecido daquela região; encontra-se ainda na Calábria e na Sicília.

            A parte inferior e carnosa da haste fornecia aos egípcios um alimento utilizado pelos pobres. As hastes compridas e flexíveis, serviam para o fabrico de objetos diversos. Mas o principal uso da planta era o fabrico de uma espécie de “papel”. A região exterior da haste compreende diversas películas concêntricas e muito leves; separavam-nas, cortando-as em fitas de 20 a 30 centímetros de comprimento por 5 a 6 de largura, e depois colava-se até a borda no sentido longitudinal, um certo número dessas fitas, de forma que fizessem uma folha. Colavam-se diversas folhas umas sobre as outras assim preparadas, cruzando as fibras das películas sucessivas para dar maior solidez ao conjunto. Quando se tinha obtido a espessura desejada, polia-se o papel e esfregava-se com óleo de cedro, destinado a torna-lo incorruptível.

            O papiro grosseiro ou leneótico (= de aparência lanosa) era fabricado com as películas mais exteriores; o papiro sagrado ou hierático (= sagrado), mais fino, obtinha-se com as películas interiores.

            Escrevia-se com tinta indelével, feita de fuligem. Servia de caneta um talo de junco e, mais tarde, penas preparadas com fibras de bambu.

            O preparo do papiro atingiu uma técnica elevada. Havia vários tipos de papiro. Os gregos e romanos distinguiram os seguintes: o hierático ou sagrado, destinado aos documentos religiosos; o emporético, usado no comércio comum, e certa variedade mais ou menos para o luxo social, um requinte surgido muito mais tarde que as duas primeiras, e chamado liviano, em homenagem a Lívia, esposa do imperador Augusto. Foi da palavra papiro que surgiu a palavra papel (do grego papyrus, do latim papyrum, do baixo latim: papillum), papier, em francês; paper, em inglês; Papier, em alemão (pronuncia-se papir, e com P maiúsculo).

            A idéia de fabricar uma matéria própria para receber e fixar a escrita, remonta a épocas remotas. Os egípcios empregavam para esse fim uma espécie de cana e que chamavam papiro, de onde vem o nome papel. Além do papiro egípcio, os romanos se serviam do líber (que deu origem à palavra “livro”) de diferentes árvores, tais como o mogno, o plátano e a tília.

            Todavia, a idéia de formar uma folha mole e polida pela simples feltragem de fibras vegetais pertence aos chineses. Em 128 a.C., Tsai Lun, ministro da agricultura, recomendava a amoreira e o bambu para esse fabrico. Em 751, prisioneiros chineses, conduzidos a Samarkand, introduziram a sua indústria nesta cidade. Em 794, foi fundada outra fábrica em Bagdá e depois em Damasco. Os árabes espalharam os novos processos no norte da África, depois na Espanha, onde se encontra uma fábrica, em 1154 em Jativa. O papel árabe era feito de trapos (principalmente de linho), triturado entre duas mós. Da África e da Espanha a indústria do papel espalhou-se pela Itália e França. O fabrico do papel tomou grande desenvolvimento, na Europa, com o aperfeiçoamento da imprensa.

            E, essa imprensa... , é o que por “homens...” houve “mudanças nas Escrituras Sagradas”. E, o que temos hoje em dia a “Bíblia” – o Cânon! Anselmo Estevan.

            Continuação do texto no mesmo parágrafo: Ele julga tr cumprido a sua tarefa no Oriente (15,19-20). Doravante, propõe-se levar o Evangelho ao Ocidente. O seu espírito já se volta para Roma e para a Espanha (15,24). Contudo, está preocupado quanto ao êxito da viagem a Jerusalém. Pressente as dificuldades que vai encontrar (15,30-31). Esses temores são confirmados pelos Atos dos Apóstolos: “Agora, prisioneiro do Rúkha, eis-me a caminho de Jerusalém; não sei qual há de ser lá a minha sorte, mas em todo caso, o Rúkha hol – RODSHUA me atesta, de cidade em cidade, que cadeias e tribulações estão lá à minha espera...” (At 20,22-23).

            De acordo com o sistema cronológico que se adote, a Epístola aos Romanos situar-se-á em 57 ou 58; em todo caso, no início da primavera, isto é, na época do ano em que recomeçava a navegação regular, após os meses adversos do inverno.

            A autenticidade paulina desta carta jamais foi posta em dúvida. Somente os dois últimos capítulos levantam uma questão de crítica literária ante as hesitações da transmissão manuscrita a seu respeito (cf. cap. 15, nota).

 

 

            Finalidade e ocasião. Embora sejam bastante conhecidas as circunstâncias da redação da Epístola aos Romanos, permanece enigmática a natureza mesma desta carta: estamos em presença de um tratado sob forma epistolar ou de uma verdadeira carta, escrito circunstancial? Em outros termos, o apóstolo teria em vista, ao ditar essa epístola, fornecer à igreja de Roma um ensinamento acerca da verdade evangélica, ou seria o seu intuito primordial colher algum resultado prático que respondesse às necessidades particulares que ele sabia existirem nesta Igreja?

 

            a) Um escrito doutrinal. Até por volta do fim do século XIX, a maioria dos comentadores considerou a Epístola aos Romanos como uma carta-tratado: para eles, tratava-se de um escrito doutrinal sob forma de carta aberta. O anúncio da próxima vinda de Paulo a Roma não passaria para ele de simples pretexto. Aliás, não conhecendo esta Igreja, não tendo outrossim nenhuma ascendência direta sobre ela, cioso ademais “de não edificar sobre alicerces assentados por outro” (15,20), Paulo nem tem necessidade de tratar dos problemas concretos da comunidade, nem de se meter na polêmica ou na apologia pessoal. Ele só aproveita a ocasião que lhe é dada de enviar um bilhete à Igreja de Roma, a fim de expor aos romanos e, além do círculo dos romanos, a todos os crentes, os principais problemas que então lhe ocupam o pensamento, e tornar a expor serenamente e de modo mais sistemático a sua mensagem da epístola aos Gálatas.

            De fato, a comparação entre as duas epístolas impõe-se. Tanto numa como na outra, encontram-se temas básicos da teologia paulina: justificação e salvação, lei mosaica e fé cristã, valor profético da figura de Abraão etc. Não menos impressionante, entretanto, é o contraste entre ambos. Se a epístola aos Gálatas dá a impressão de ter sido escrita sob o império da emoção, a epístola aos Romanos impressiona por seu tom calmo e didático, seu despojamento, sua elevação de conceitos. É a mesma mensagem, mas exposta e desenvolvida ampla e serenamente, sem polêmica. Chegou-se até a descrever a Epístola aos Gálatas como um rio cascateando das montanhas onde nasce, e a Epístola aos Romanos como o mesmo rio expandindo majestoso suas águas na planície.

            Sem dúvida, Paulo, em toda a extensão da epistola, dirige-se com veemência a um interlocutor embora nunca chegue a designa-lo de maneira mais precisa. Basta ler uma tradução vernácula para se ficar impressionado com o incessante emprego que o apóstolo faz da interrogação retórica, da interjeição, da exclamação, da frase incidente ou do parêntese. Em nenhuma outra de suas epístolas ele recorre tanto a processos oratórios, tais como, por exemplo, as fórmulas “Que diremos, pois?”, “Ignorais então?”, “Ó homem, que quer que sejas”... Mas precisamente a abundância dessas fórmulas retóricas prova que o interlocutor de Paulo é apenas um personagem fictício, segundo os procedimentos da filosofia popular da época.

            O caráter mais intemporal, mais doutrinal desta epístola explica por que quiseram ver aqui uma espécie de “suma teológica”. Contudo, ela contém demasiadas lacunas para ser considerada um “sumário da doutrina cristã”, ou mesmo uma síntese da teologia paulina. A extraordinária diferença, não só de estilo, mas mesmo de temas, entre a Epístola aos Romanos e as epístolas aos Coríntios, que entretanto datam do mesmo

período, deve com efeito despertar a atenção. Estas são dominadas por dois assuntos próximos entre si: nelas Paulo defende a sua autoridade apostólica e combate pela unidade e edificação da Igreja de Corinto. Na carta aos Romanos, por assim dizer, nunca se trata da Igreja, ao menos expressamente, a não ser nas recomendações práticas dos últimos capítulos. A grande instrução coríntia sobre a Eucaristia (1Co 11,17-34) não tem equivalente algum na Epístola aos Romanos. Se, nas epístolas aos Coríntios, o Rúkha é fonte dos carismas comunitários e dos ministérios instituídos, em Rm 8, ele está na origem da liberdade e da oração pessoais. Entretanto, as epístolas aos Coríntios não deixam de ter o seu eco na Epístola aos Romanos: em ambas encontra-se a imagem da Igreja-corpo de Christós (1Co 12,12-27; Rm 12,4-6) e o tema do Christós-segundo Adão (1Co 15; Rm 5).

            Se não se pode considerar a Epístola aos Romanos como síntese do pensamento teológico do apóstolo, pode-se menos ainda considera-lo o equivalente de uma dogmática cristã no sentido moderno da palavra; talvez seja possível caracteriza-la como exposição do que o próprio Paulo chama duas vezes, na epístola, de “o seu evangelho” (2,16; 16,25), o que ele considera o núcleo da boa nova que ele enuncia às nações.

 

            b) Um escrito circunstancial. O caráter intemporal e geral da Epístola aos Romanos não impede que ela seja “situada historicamente” e que responda aos problemas mais graves que se punham então à Igreja. Para alguns, o tema da Igreja, a despeito da ausência deste termo, constitui mesmo o horizonte para o qual convergem as linhas essenciais do pensamento exposto na epístola. Paulo tem consciência do perigo que ameaça a Igreja nesse momento da sua história: ela corre o risco de se dividir em duas comunidades, uma judeu-cristã, herdeira da Sinagoga, e outra, a dos pagãos convertidos dos quais ele se sabe o apóstolo, separado da primeira, sem vínculo visível com o passado. As crises muito recentes que abalaram as Igrejas da Galácia e de Corinto só contribuíram para convence-lo da gravidade da situação. Ao redigir a sua carta, Paulo está inseguro quanto ao acolhimento que terá em Jerusalém. Compreende-se pois que tenha querido, em uma epístola destinada a um amplo círculo de leitores, sublinhar a unidade da Revelação no Antigo Testamento e no Evangelho, as promessas infalíveis a Israel e seu papel na história da salvação. A Epístola aos Romanos seria de certo modo o paralelo  - no plano doutrinal – do esforço de Paulo – no plano prático – para organizar uma coleta destinada a prestar socorro às necessidades da comunidade judeu-cristã e a ressaltar a solidariedade dos crentes de origem pagã com os da Palestina.

            De resto, será verdade, como geralmente se afirma, que os destinatários imediatos da epístola não lhe condicionaram nem o fundo , nem a forma? A Epístola aos Romanos constituiria neste caso uma exceção na obra literária de Paulo, pois todas as suas outras cartas são escritos circunstanciais, suscitados pelas necessidades concretas da Igreja à qual se dirige. Assim sendo, não seria lógico perguntar se a Epístola aos Romanos não se explica também pela situação da Igreja de Roma nos anos 57-58? Muitos autores fizeram pesquisas neste sentido. Entretanto, a situação exata da Igreja de Roma no momento em que Paulo lhe escreve, a sua estrutura, as suas tendências nos são por demais desconhecidas para que as explicações propostas possam ser mais do que uma hipótese de pesquisa. A própria epístola não nos dá nenhuma indicação explícita. Paulo só menciona como motivo de sua ida o desejo vivo de “fortalecer” a fé dos cristãos de Roma. Não recearia ele que os judaizantes propagassem as próprias idéias em Roma, como tinham feito na Galácia e em Corinto? Não estaria querendo pôr os romanos de sobreaviso contra as maquinações deles? Tudo isso não é impossível; entretanto nada na carta nos autoriza a lhe atribuir este objetivo (ver contudo 16,17-26, mas o tom severo desse trecho contrasta com o tom moderado do resto da carta).

            De todas as hipóteses consideradas, uma entretanto merece nossa atenção. Desde o começo do século XIX, vários comentadores se têm perguntado se a Carta aos Romanos não teria tido essencialmente uma finalidade conciliatória. Sabe-se, com efeito, que a colônia judaica de Roma era muito importante, chegando até a provocar um edito de expulsão do imperador Cláudio em 41, talvez em conseqüência de perturbações suscitadas pela pregação do Evangelho de Yaohushua Christós. Sabe-se igualmente que também os cristãos de origem judaica foram atingidos por essa medida, em conseqüência da qual Áquila e Prisca, por exemplo, emigraram para Corinto (At 18,2). O edito, no entanto, foi ab-rogado sem demora, e numerosos judeus voltaram para Roma. Quando Paulo se pôs a escrever a sua carta. Áquila e Prisca lá se achavam de novo (16,3). Pode-se perguntar se os cristãos de origem pagã não tinham tomado uma atitude de certo menosprezo e superioridade para com os seus irmãos de origem judaica, por ocasião da volta destes últimos (cf. 11,17-25; 14,3.10; 15,25-27). Não teria a Igreja de Roma ficado, em conseqüência disso, profundamente dividida, cindida em dois partidos, um formado de convertidos do paganismo, o outro de convertidos do judaísmo? Diante de tal situação, Paulo se proporia a fazer com que uns e outros se aceitassem mutuamente, tomando consciência de sua unidade fundamental. O ponto alto da carta seria, assim, Rm 15,7: “Acolhei-vos, pois uns aos outros, como o Christós – O UNGIDO – Yaohushua – vos acolheu, para a glória de Yaohu”. Todos os desenvolvimentos anteriores teriam como objetivo final esta conclusão prática.

            Diversos indícios conferem a esta hipótese certa verossimilhança. Pôde-se assinalar que o apóstolo tem constantemente “um olho voltado para os judeu-cristãos, o outro para os convertidos do paganismo” (Pfleiderer). Com efeito, a carta usa freqüentemente termos “judeu-grego” e seus paralelos (1,14-16; 2,9.10.25-27; 3,9-29; 4,9-12; 9,23; 10,12; 11,13-25; 15,8ss.) A estranha ausência do endereço à “Igreja de [‘Elo(rr)Hím(i)] – Yaohu”, que figura como destinatária em todas as epístolas de Paulo, explica-se facilmente se o apóstolo julga não estar diante de uma comunidade unida. Enfim, o longo desenvolvimento dos capítulos 9 – 11 sobre o povo de Yaohu e o destino de Israel se legitima plenamente nesta perspectiva. Recentemente, esta hipótese foi reassumida e apoiada com novos argumentos. Sendo assim, a Epístola aos Romanos denotaria um caráter eminentemente “ecumênico” por antecipação. Por mais sedutora que ela seja, esta interpretação não passa, entretanto, de simples hipótese. De fato, a ausência de qualquer alusão precisa da parte de Paulo à situação da Igreja de Roma impede sua confirmação. Mas nem por isso ele deixa de iluminar fortemente esta carta difícil e enigmática e de conferir-lhe um interesse novo.

 

 

            Plano da epístola. Nenhum outro texto de Paulo dá a impressão de ser tão fortemente estruturado e de apresentar um plano tão rigoroso quanto a Epístola aos Romanos. Entretanto, embora todos os comentadores reconheçam nesta cara, como aliás na maioria das outras, duas partes bem distintas, uma doutrinal (1 – 11), a outra exortativa ou parenética (12 – 16), a unanimidade desaparece, quando se trata de lhe determinar o plano de maneira mais precisa. Por isso, alguns exegetas chegaram a opinar que ela não apresentava outra estrutura que a de um diálogo. A Epístola aos Romanos, foi dito, não seria mais que uma missiva oriunda de um constante dialogus cum Judaeis (diálogo com os judeus).

            No entanto, a maioria dos comentadores pensa que ela apresenta um plano firme e bem-pensado, à condição todavia de reconhecer que ela não é totalmente unificada, nem do ponto de vista do estilo, nem do ponto de vista da seqüência das idéias. Paulo não é um Cícero nem um Bossuet, e o fluxo retórico do seu ditado não se deixa enquadrar em parágrafos. Segundo esses comentadores, o apóstolo teria querido tratar do pecado (1,18 – 3,20), em seguida, da justificação (3,21 – 4,25) e finalmente da santificação (5 – 8). Nesta hipótese, porém, o fim da epístola seria uma sucessão de apêndices mais ou menos independentes da parte doutrinal.

            Por isso, novos estudos propuseram outras estruturas, ao que parece mais próximo da intenção central do apóstolo, e mais conformes à maneira dos profetas do Antigo Testamento, que procediam menos por desenvolvimento lógico do que por repetições concêntricas. Eis, a título de exemplo, o resumo de um desses planos recentemente propostos. Em quatro fases sucessivas, a epístola descreveria a tribulação da humanidade e a vitória do Evangelho sobre esta tribulação: 1. Tribulação dos pagãos e dos judeus sob a condenação divina (1,18 – 3,20) e justificação, pela graça de Yaohushua Christós, de todos os que nele crêem (3,21 – 4,25). 2. Tribulação da humanidade solidária com o primeiro Adão (5,1-14) e salvação da humanidade pela solidariedade com Yaohushua Christós (5,15 – 6,23; em Rm 5, ambos os temas da tribulação e da salvação estão intimamente mesclados). 3. Tribulação da humanidade escrava da lei (7,1-25) e libertação da humanidade pelo Rúkha (8,1-39). 4. Tribulação de Israel em sua rejeição de Christós (9,1 - 10,21) e acesso final à salvação do novo Israel composto de judeus e pagãos (11,1-36). Este plano, evidentemente hipotético, oferece uma dupla vantagem: põe em evidência o fato de que as quatro descrições da tribulação e da salvação se exprimem em quatro terminologias de natureza e origem diferentes:

jurídica para a primeira, sacramental para a segunda, espiritual para a terceira e histórica para a última. Mostra, além disso, como Rm 9 – 11 se liga organicamente à argumentação de 1 – 8. Este plano, no entanto, não satisfaz em dois pontos: embora mostre como Rm 9 – 11 se integra naturalmente na argumentação da epístola, ele não ressalta que esses capítulos constituem, apesar de tudo, uma parte relativamente independente do resto e formam até um conjunto por tal modo unificado que é licito perguntar-se se não foram redigidos à parte e inseridos ulteriormente neste lugar da epístola. Com efeito, eles não se apresentam como seqüência necessária de Rm 1 – 8, cujo tema fundamental, enunciado em 1,16-17, é a justiça nova trazida aos homens por Christós. Por outro lado, este plano não põe de manifesto o papel de dobradiça exercido pelo cap. 5. Numerosos comentadores frisaram, de fato, que, a parte do cap. 5, começa a aparecer um ponto de vista parcialmente novo. Aí a justificação apresenta-se como doravante pertencente ao passado, e já realizada: os verbos que designam a justificação estão todos no aoristo (perfeito simples); a fé, ainda mencionada em 5,2, cede lugar à esperança; o tema da kaukhesis (orgulho, altivez. Glorificação) sofre igualmente uma transformação e toma doravante uma significação positiva, pois este “orgulho” não exprime mais do que apoiar-se unicamente em Yaohu. Enfim, o tema fundamental de 5,11 – 8,39 não é mais o da justificação, mas o da vida; o batismo inaugura a nossa vida com Christós (cap. 6); o dom e a presença dinâmica e vivificante do Rúkha hol – RODSHUA são o sinal da nossa comunhão com Mashiach glorificado e com a sua vida divina do Ressuscitado (cap. 8).

            A organização de Rm 1 – 8 revela, pois, um desenvolvimento progressivo. Se este não se patenteia mais claramente, é porque o apóstolo, ao ditar um texto difícil, seguiu muitas vezes várias linhas de argumentos e pensamentos que se entrecruzam. Seja como for, o interesse da apresentação em quatro grandes conjuntos consiste em mostrar como Paulo se empenha em anunciar o Evangelho dirigindo-se alternativamente aos cristãos de origem judaica e aos de origem pagã, exortando-os por fim, no grande parênese conclusiva (12,1 – 16,27), a viver do amor no concreto cotidiano: que, renunciando a toda pretensão, esses cristãos procurem o bem dos outros e busquem evitar tudo o que possa ameaçar a solidariedade entre eles e com todos os homens. É assim que, nos dias deste mundo, eles anunciarão e esboçarão a consumação da história (13,11-14). A quinta parte da carta, nesta perspectiva, articula-se organicamente com as quatro primeiras.

 

 

            Teologia da epístola. Como já foi dito, embora a Epístola aos Romanos não trate de todos os temas da teologia paulina, os que ela aborda têm uma profundidade, uma clareza e uma força impares. Em nenhuma outra parte, o apóstolo fala tão soberanamente do poder da graça, da maldição do pecado, da justificação pela fé, da morte e da vida com o Mashiach ressuscitado, da ação do Rúkha... Não há como relatar aqui de forma sintética a riqueza de um pensamento cujo rigor em nada se enfraquece ao matizar-se e cuja sutileza não lhe diminui o vigor. As notas, particularmente abundantes para esta epístola, farão com que o leitor se depare com todos os grandes temas do apóstolo no próprio lugar onde estes surgem no texto: é uma espécie de léxico do vocabulário Paulino que se encontrará no rodapé das páginas da nossa edição, sempre relacionado com o andamento do pensamento apostólico.

            Digamos que foi particularmente precioso para nós Remanescentes (grifo meu), descobrir passo a passo às riquezas da mensagem apostólica. Encontramo-nos unidos numa mesma paixão por compreender e numa mesma vontade de receber, para dela viver hoje, uma das linhas mestras da mensagem originária que, graças ao apóstolo, conquistou a totalidade da bacia mediterrânea. Escutando com gratidão a voz dos grandes intérpretes da epístola ao longo dos séculos e recolhendo as riquezas das nossas respectivas tradições, saboreamos como graça à bênção o privilégio de poder traduzir e anotar em comum, em profunda unidade de espírito, este texto, que, no passado, foi ocasião de tantas controvérsias. A equipe ecumênica responsável por esta nova versão, que foi o teste da possibilidade de levar a bom termo a Bíblia – Tradução Ecumênica, e todos os que a estimularam e apoiaram em seu esforço, desejam que os leitores – notadamente os grupos ecumênicos – participem da alegria e do proveito que ela desfrutou em seu trabalho. São os meus votos também... Anselmo Estevan..

           

 

 

            Ok. Consegui o que tanto queria. Todos já sabem que o termo cristão é errado pois, quer dizer: Seguidor de Cristo. Mas, como essa palavra foi transliterada erroneamente para a língua portuguesa (pois o correto é Christós – O UNGIDO), então consegui uma tradução correta do termo cristão. De agora em diante quando aparecer este termo, vou troca-lo pela tradução correta.:

 

            Tal-mid (fem, tal-mi-dah; pl. tam-mi-dim). Discípulo, aluno. O relacionamento entre o talmid e o rabino era muito próximo; o talmid não aprendia com o rabino apenas fatos, processos de raciocínio e como realizar práticas religiosas; deveria considera-lo exemplo a ser imitado na conduta e no caráter (v. Mt 10,24.25; Lc 6,40; Jo 13,13-15; 1Co 11,1). O reino, por sua vez, era considerado responsável pelos talmidim (Mt 12,2; Lc 19,39; Yn 17,12) (Mt 5,1+). Veja que como não temos a letra “J”, “Jo” fica como “Yn”. Legal né. Agora vamos ao texto de Atos 1,26 da Bíblia Judaica Completa, para ver como fica esse versículo na língua original:

 

            Atos 11,26 e, quando o encontrou, levou-o a Antioquia. Eles se reuniram com a congregação local durante um ano e ensinaram a um número considerável de pessoas.

O mesmo Espírito Santo, que inspirou Paulo, que ditou a sua carta ao romanos a Tércio que a escreveu, continua nos ensinando, agora claramente, uma vez que se aproxima o dia da ira. 

Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,1 Tessalonicenses 5:9

 


DILÚVIO DE FOGO

Por natureza1 somos filhos da ira de Deus2. Efésios 2:3
Mas quem é a ira de Deus? Esdras 5:12  ; 2 Crônicas 29:10  A Ira de Deus é o criador desta natureza perecível. Jeremias 27:5 ; que faz o mal e o bem3. Isaías 45:7 especificamente é o diabo4 que ofereceu a Jesus Cristo todo seu poder em troca de reconhecimento. Mateus 4:9 ; E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Lucas 4:6
Mas quem é o diabo? É o dragão5, que liderou na casa do Pai Celestial uma rebelião pela iniquidade ou  poder de conhecer e praticar o bem e o mal. Apocalipse 12:9 ; Gênesis 3:22 Dai porque o Pai Celestial o expulsou do seu reino de luz para as trevas. E este diabo, ou dragão trouxe consigo um terço dos anjos do céu. Apocalipse 12:4  E fundou o mundo que conhecemos como natureza 6.  Esta natureza está em oposição ao amor de Deus Pai celestial; dai porque sua existência é perecível  e transitória, ao contrário do reino celestial do Pai que é eterno, sem mudança, nem sombra de variação. Tiago 1:17  
Havia no entanto, uma dívida do Pai Celestial para conosco, João 12:46  os que fomos expulsos do reino celestial.
Deus nos devia uma demonstração do que é o bem Romanos 3:12   e o que é o mal. Romanos 3:10  ; Romanos 3:23  ;  Romanos 3:11   Pois para nós os que vivemos no reino das trevas ou natureza, Romanos 8:20  Deus era um ser supremo todo poderoso que dizia: “Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão.” Deuteronômio 32:39
Eu disse Deus era, porque esta situação mudou radicalmente quando o Pai Celestial, na pessoa do EMANUEL 7  Isaías 7:14 ; Mateus 1:23  deixa no céu dois terços dos seus anjos João 17:5  e vem até a nossa natureza João 1:11  demonstrar porque fomos expulsos do céu;  o que é o mal e o que é o bem 3 João 1:11 .
Foi assim que “o povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.” Isaías 9:2 ; Mateus 4:16  “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; Hebreus 2:14 E livrasse a todos os que, com medo do dragão, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.” Hebreus 2:15
E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. João 1:5 ;  Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; João 1:12  
Este nome a que o profeta apresentou como EMANUEL  é conhecido em nossa língua, como JESUS  de Nazaré, o filho de Maria e José, o Cristo. João 1:45 ;  Atos 10:38; Mateus 1:16
E foi Jesus de Nazaré, o Cristo, quem nos revelou toda a verdade 8. João 14:6 ; João 8:32  
Este Jesus de  Nazaré  é o próprio Deus  João 10:30 ; 1 João 5:7  ; João 1:14  ; 1 João 5:20  que mostrou aos que estavam sob o império do ministério da morte, 2 Coríntios 3:7  a nossa realidade.
Que realidade? A que estamos submissos ao impérador da morte, escravizados nesta natureza, sujeitos a sua ira.  Lucas 3:7 ; 1 Tessalonicenses 5:9; Romanos 8:21
E monstrou a todos nós o que é o mal, sofrendo em si, todas as dores que sobre nós pesava e pesa. Mateus 8:17   ;  “Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.” Isaías 53:7 ss.
E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Colossenses 2:15 ; Assim não temos mais que “lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais,” Efésios 6:12  os quais nos humilhavam como imundos. Isaías 64:6
E Deus Pai na pessoa do Emanuel nos deu o caminho: “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” Lucas 9:23 Marcos 8:34
E  nos deu o caminho do evangelho que tem em Mateus capítulo cinco a síntese  para que possamos viver no Espírito Santo e voltarmos a casa Celestial, onde somos esperados desde antes da fundação desta natureza. “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;” Mateus 25:34
Mas quando será isto? Isto se dará agora após o dilúvio de fogo.
Desde o Gênesis estamos submetidos ao ministério do dragão, ou ministério da morte 9 ou do imperador da morte, a saber: o diabo.
Este dragão, em nome de Deus e da justiça vem aplicando sobre os mortais toda forma de penúria em nome de Deus Pai Celestial. Razão porque Deus se fez homem na pessoa do Emanuel e o expôs ao ridículo dizendo: “Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.” João 10:8 e ainda, “vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” João 8:44
Esta divindade, defendida pelas religiões como o próprio Deus é o malingo. 1 João 5:19 Ele é o criador deste processo de provação a que chamamos natureza, cujo o objetivo primordial é nos manter afastado de Deus Pai celestial. Gênesis 3:24
Este imperador da Morte, foi quem aplicou sobre os nossos irmãos do passado o Dilúvio com água Gênesis 6:7  e agora jura que aniquilará esta geração com o Dilúvio de fogo. “Portanto esperai-me, diz o SENHOR, no dia em que eu me levantar para o despojo; porque o meu decreto é ajuntar as nações e congregar os reinos, para sobre eles derramar a minha indignação, e todo o ardor da minha ira; porque toda esta terra será consumida pelo fogo do meu zelo.” Sofonias 3:8
Deus Pai Celestial, na pessoa do Emanuel, que expulsou o dragão e seus anjos  do céu, veio até nós, os que estamos submetidos a este diabo e seus principados e potestades nas trevas e os expôs ao ridículo, mas não só isso, ao crucificar inocentemente a pessoa do Emanuel, foi julgado João 16:11 ;   João 12:32  ;  e foi condenado a segunda morte. Apocalipse 20:14 ; Apocalipse 2:11 Apocalipse 21:8   E com o dragão, todos nós que renegarmos o amor de Deus comprovado no testemunho de Jesus, o Cristo. 2 Coríntios 1:3 ;   Efésios 1:4 Efésios 1:5 Efésios 1:10 ss.
E agora chegou o dia da ira do dragão, o tempo que lhe foi reservado para destruir  as  obras que denigrem o  amor de Deus. Apocalipse 12:12 ;  Apocalipse 6:17 Sofonias 2:3
O próprio Jesus, nos orientou sobre este dia dizendo:
E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Lucas 17:26 ; Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Lucas 17:27 2 Pedro 3:10 Amós 5:18 Amós 5:19
Portanto o dia do Senhor é na verdade o dia da ira do diabo. “Por isso farei estremecer os céus; e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do SENHOR dos Exércitos, e por causa do dia da sua ardente ira.” Isaías 13:13
Este dia é agora porque: “Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele.” Oséias 6:2 ; “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.”2 Pedro 3:8
Assim nos revela o Espírito Santo: Atos 2:17  Israel representa a arca do Senhor da atualidade10.  Assim como nos tempos de Noé, a construção da arca era o marco para o dilúvio de água,  agora a destruição do atual Estado Israelita, a nova arca,  é o marco do dilúvio de fogo.
Como se dará?
O processo do dilúvio de fogo está completamente revelado nas escrituras sagradas 11.
Primeiramente o Diabo, a ira de Deus, saiu  “a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.” Apocalipse 20:8  
Esta batalha é chamada de a batalha do Armagedom12,  Apocalipse 16:16 minuciosamente relatado em Ezequiel capítulo 38 e 39. Onde o diabo diz que vai atrair contra Israel a maior coligação de nações de todos os tempos, sob a liderança da Rússia.
“Virás, pois, do teu lugar, do extremo norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, grande ajuntamento, e exército poderoso,” Ezequiel 38:15 ss. ; Joel 2:2 ;  Joel 2:3
Jesus chama os dias que estamos vivendo, de princípio das dores: “Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes e tribulações. Estas coisas são os princípios das dores.” Marcos 13:8
Primeiramente o diabo está  destruindo a vida familiar: O pai estará dividido contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra sua nora, e a nora contra sua sogra. Lucas 12:53  Ao mesmo tempo, está orientando os milionários religiosos a se protegerem em cidades subterrâneas, levando consigo as riquesas e a estabilidade das naçoes. Como consequência estamos vivendo uma crise econômica e social mundial, que desembocará irremediavelmente na batalha do armagedom.
A batalha do armagedon terá seu principal desenlace quando, as nações do mundo,  através da ONU, votarem por maioria, a divisão do Estado Israelita 13.
A não obediência por parte do Estado Israelita atrairá a maior coligação de todos os tempos previstas em em Ezequiel 38 e 39 contra Israel.
Deste conflito resultará o profetizado nação contra nação, consequentemente, visto o armamento mundial que será usado 14, o dilúvio de fogo sobre a terra e o início do cumprimento revelado no apocalipse sobre as trombetas e taças da ira do diabo. Apocalipse 8:7 ss.;  Apocalipse 16:1 ss.
Mas ainda não será o fim da humanidade.
Com a terra toda queimada e devastada terá início ao reinado do diabo em Jerusalém, que será aplainada para construção do novo templo 15.
O diabo dará ordens para os que em obediência a sua palavra construíram o silo de sementes e se esconderam nas cidades subterrâneas, que subam a superficie do planeta e cumpram o que determinou em  Ezequiel 40:4  até 48 e Zacarias 14:16 ss.,  entre outros.
Estes, após o dilúvio de fogo, serão chamados a uma nova ordem mundial. Reconstruirão o novo e último templo de Jerusalém.
O diabo implantará o regime da antiga aliança e a vida no planeta será como nos dias de Moisés e Josué 16.
Tudo será na base do prodígio do diabo; banido a nova aliança, voltarar-se-á aos procedimentos da legislação mosaica, com todos os seus rituais, que estão previstos em Ezequiel 40 a 48 e Zacarias 14 entre outros;  afastados da graça, voltar-se-á a justiça do olho por olho e do dente por dente . Êxodo 21:24 Mateus 5:38
Nesse tempo ocorrerá plenamente a palavra de Jesus Cristo 17: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Mateus 24:9 ; Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus.” João 16:2
“E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.” Mateus 24:22
Então após esgotar todas as profecias previstas no apocalipse, com relação as trombetas Apocalipse 8:6 ss. e as taças da ira Apocalipse 16:1 ss. , virá o fim deste planeta, resumidamente na forma como profetizou ISAIAS: “E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente.  Isaías 24:23 Isaías 60:20  ; Joel 3:15 ;  Atos 2:20 Mateus 24:29
Então, e só então,  antes do fim deste planeta “aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. Mateus 24:30 ;  E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.” Mateus 24:31 e levará os que creram e viveram sua palavra de Mateus capítulo cinco para sua morada, João 14:3 enquanto que  os iníquos serão conduzidos com sua divindade a segunda morte Apocalipse 21:8 ; Apocalipse 20:14
 Então,  “de todo cambaleará a terra como o ébrio, e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá, e nunca mais se levantará.” Isaías 24:20
 E conheceremos   “um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.”Apocalipse 21:1  
“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 21:4
“E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.” Apocalipse 22:3
“E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.” Apocalipse 22:5
“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” Atos 16:31
Assim foi me revelado e assim escrevi, domingo, 23 de outubro de 2011.
João Joaquim Martins, um servo dos servos do Senhor Jesus Cristo, o Emanuel.
 4 - O DIABO
5 – REVELAÇÃO BÍBLICA DE TODOS OS TEMPOS
6 – DA EXISTÊNCIA DO MAL
7 - EMANUEL
8 – DEFESA DO ESPÍRITO SANTO
9 – O MINISTÉRIO DA VIDA EM OPOSIÇÃO AO MINISTÉRIO DA MORTE
10 – O DIA DO SENHOR
11 – A PROFECIA DE EZEQUIEL 38 E 39
12 – BATALHA DO ARMAGEDOM
13 – ÚLTIMA CONSPIRAÇÃO
14 – CARTA AOS COLABORADORES DO DILÚVIO DE FOGO
15 – NOVO TEMPLO DE SALOMÃO
16 – MANIFESTO EM DEFESA DA IGREJA DE JESUS CRISTO
17 – GRANDE TRIBULAÇÃO

Foi também em Antioquia que os talmidim foram chamados “messiânicos” PELA PRIMEIRA VEZ.

 

            Então quando aparecer o termo cristão, vai ser trocado pelo termo correto – messiânicos – Que quer dizer – “seguidores de Christós – (Messias) – Mashiach”.

 

 

            Ma-shi-ach (Messias, Christós). Literalmente, “O UNGIDO”. Em português, é transliterado em “Messias”. Equivalente ao termo grego Christós, que também significa “ungido”. No Tanakh, reis e Kahamim eram ordenados ao serem ungidos com azeite (Sh’mot [Êx] 30,30; Sh’mu’el Alef [1Sm] 15,1; Tehillim [Sl] 133). O Novo Testamento Judaico usa Mashiach para verter as ocorrências da transliteração grega messias, que aparecem apenas duas vezes em todo o texto no NT (Yn 1,41; 4,25), e em quatro passagens dramáticas para verter christós (Mt 16,16; Mc 8,29; 14,61; Lc 9,20). Anselmo Estevan. (P.S. Yn – Yochanan = João – na transliteração para o português!).

           

            A B’rit Hadashah e Yeshua. Na continuação dessa crônica, os livros da Nova Aliança proclamam que o Messias de Yisra’el, profetizado no Tanakh, é Yeshua, uma pessoa histórica e real que, como outras, nasceu, viveu e morreu. Entretanto, diferentemente das demais, ele não teve pai humano e nasceu de uma virgem chamada Miryan (Maria). Também, de modo diverso das outras pessoas, ele não morreu porque sua vida simplesmente chegou ao fim ou por causa de pecados pessoais (ele nunca pecou), mas com o objetivo de salvar-nos de nossos pecados. Além disso, ele ressuscitou dos mortos, encontra-se vivo agora “à direita de Yaohu”, e virá pela segunda vez para governar como o Rei de Yisra’el e trazer paz ao mundo todo. Ao explicar a característica exclusiva de sua qualificação para ser o sacrifício final pelos pecados, a B’rit Hadashah o denomina Filho do Homem e Filho de Yaohu. A primeira expressão, retirada do Tanakh, significa que ele é o homem ideal e perfeito, sem pecado, “um cordeiro sem culpa”. Pelo fato de não ter a obrigação de entregar a própria vida por causa de seus pecados, ele é “O cordeiro de Yaohu. Aquele que tira o pecado do mundo!” A segunda expressão, aludida no Tanakh, significa que “nele habita, corporalmente, a plenitude do que Yaohu é”, de forma que somente ele é capaz de expressar o amor divino pela humanidade. [Então: “E virá com o Nome simples de ‘Jesus’ – ‘Yeshua’? Nunca!” Pois se Ele é tudo isso que foi relacionado acima, e Ele é {‘Elo(rr)Hím(i}] – então seu nome é: YAOHUSHUA!]. {Simplesmente (Yeshua), foi a “versão” que foi copiada de outras versões com este nome...!!}.Grifo meu.

            B’reshit [Gn] 1,26 – 2,25.

            B’reshit [Gn] 3,1-19.

            M’lakhim Alef [1Rs] 8,46; Kohelet [Ec]7,20; Romanos 3,23.

            B’reshit [Gn] 2,17; 5,5; Romanos 6,23.

            B’reshit [Gn] 3,22-24; Yesha’yahu [Is] 59,1.2.

            B’reshit [Gn] 12,1-3; Yesha’yahu [Is] 49,6.

            Tehillim [Sl] 110,1; Atos 7,56 e por toda a carta endereçada aos judeus messiânicos [Hb].

            Dani’el [Dn] 7,13.

 

            A palavra Tanakh é um acrônimo composto das iniciais das três principais divisões da Bíblia hebraica: Torah (a “Lei”, Pentateuco), Nevi’im (Profetas) e K’tuvim (Escritos).

 

            B’rit. Aliança, contrato. As alianças bíblicas mais significativas foram às estabelecidas por Yaohu com Noach (B’reshit 9), Avraham (B’reshit [Gn] 17), Mosheh (Sh’mot [Êx] 19 – 24), David (Sh’um’el Bet [2Sm] 7), e Yaohushua (Yirmeyahu [Jr] 31; Mt 26,28+). A primeira foi estabelecida com toda a humanidade; as três seguintes relacionavam-se especificamente ao povo judeu; e a última, apesar de ter sido feita com o povo judeu, conduz toda a humanidade ao relacionamento com todas as alianças.

 

            B’rit Ha – da – shah. Nova aliança, novo testamento. O termo é usado na introdução, mas não no coro do texto do Novo Testamento Judaico. (Entretanto, a nova aliança é mencionada em Mt 26,28; Mc 14,24; Lc 22,20; 1Co 11,25; Gl 4,25; e por todo o texto de Jm 7,22 – 10,31, bem como no tanakh em Yirmeyahu [Jr] 31,30-33{31-34}).

            Anselmo Estevan.

BÍBLIAS CONSULTADAS: BÍBLIA TEB (TRADUÇÃO ECUMÊNICA); BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA EDIÇÃO REVISTA E AMPLIADA; BÍBLIA DE ESTUDO JUDAICA COMPLETA; LIVRO GRAMÁTICA DO HEBRAICO CLÁSSICO E MODERNO (PROF. ROBERTO ALVES, Th. D.) FORAM USADAS NESSA PESQUISA. FEITA POR: ANSELMO ESTEVAN - COM FORMAÇÃO DE PASTOR (AUTORIDADE DADA PELA FACULDADE IBETEL DE SUZANO) AO CONCLUIR OS CURSOS DE: TEOLOGIA E BACHAREL EM TEOLOGIA! ESSE ESTUDO POSSUI MEUS GRIFOS! ONDE, ESTUDO A PALAVRA A 15 ANOS. HUMILDEMENTE PEÇO A LICENÇA DO COLEGA EM ESTUDOS BÍBLICOS E QUERIDO IRMÃO, AO QUAL APROVEITO O ENSEJO PARA PEDIR DESCULPAS SE NO ESQUENTAR DOS DEBATES, LHE FALTEI COM RESPEITO: "DESCULPAS IRMÃO JOÃO JOAQUIM MANTINS!". RESPEITO A VOSSA SENHORIA E SEUS ESTUDOS...NÃO ESTOU AQUI PARA DEBATER A VOSSA SABEDORIA MAS SIM SOMAR PONTOS E OBTER SOLUÇÕES!!!!! POIS A ÚNICA DIFERENÇA QUE TEMOS NO MEU VER É QUANTO AOS NOMES DADOS A TRINDADE (PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO) POIS HOJE EM DIA JÁ (EXISTEM) SERES HUMANOS DESAFIANDO A SUA PESSOA.......'A DO ESPÍRITO SANTO!'. SHALÔM (PAZ IRMÃOS.......) ASSINA: ANSELMO ESTEVAN. VAMOS DAR O EXEMPLO NA UBE!!!!!!!!!!!!!! MEU NOVO BLOG http://anselmo.estevan.blogspot.com/ [INFELIZMENTE, NÃO TIVE SORTE COM O BLOGSPOT.......!!!!!!!!!!!!!].

SHA'UL (PAULO) ESCREVEU 13 EPÍSTOLAS! SERÁ QUE ALGUÉM VAI FICAR BRAVO SE EU COLOCAR SÓ MAIS DUAS ESPÍSTOLAS??? A MINHA VONTADE ERA DE COLOCAR TODAS, MAIS, FICARIA MUITO EXTENSO O TEMA! MAS, ACHO QUE SÓ MAIS DUAS NÃO VAI DAR PROBLEMA NÉ?????? NÃO RESISTO!!!!!! VAMOS LÁ É RAPIDINHO:

PS. NÃO DEVEMOS ESQUECER DE QUEM COMPILOU AS BÍBLIAS FORAM HOMENS NORMAIS E PECADORES! SÓ A ESCRITURA SAGRADA FOI REVELADA E INSPIRADA! NÃO AS CÓPIAS E TRADUÇÕES!!!!!! E, MUITAS DAS PESSOAS QUE RECEBERAM ESSA INSPIRAÇÃO NÃO ASSINAVAM SUAS OBRAS......!!!!!!!! VAMOS LÁ: (E TAMBÉM ERAM PECADORAS IGUAIS A TODOS NÓS......E SEMPRE O SEU SER ENTRAVA NA SUA ESCRITA...........

 

1ª EPÍSTOLA DE PAULO AOS

 

CORÍNTIOS

 

 

 

            INTRODUÇÃO       

 

 

            Visão geral

            Autor: O apóstolo Paulo.

            Propósito: Combater a rebeldia, as divisões e a falta de amor que tinham sido causadas pelo orgulho e pela presunção na Igreja de Corinto.

            Data: c. 55 d.C.

            Verdades fundamentais:

            A Igreja deve estar unida, não dividida.

            Como o seu modelo de sabedoria, os messiânicos devem olhar para Yaohu, não para o mundo.

            Tanto a disciplina como o julgamento, eclesiásticos apropriados, asseguram a paz e a pureza da Igreja.

            A liberdade messiânica deve ser exercida de tal maneira que proteja aqueles que são fracos na fé.

            A adoração e o exercício dos dons espirituais devem respeitar e honrar a Yaohu e aos irmãos em Christós – o Messias – O UNGIDO! (grifo meu). Anselmo.

            A realidade da ressurreição corpórea futura dos crentes é uma parte essencial do evangelho.

 

 

            Propósito e características

            Pode-se inferir de 5,9 que Paulo havia enviado para a Igreja, anteriormente, uma outra carta (a qual não mais existe), exortando os coríntios a se separar dos messiânicos imorais. Provavelmente, essa carta continha um pedido de oferta (16,1-4) e outras instruções relacionadas aos problemas internos da Igreja. Porém, os problemas não diminuíram. Na verdade, o apóstolo recebeu relatórios de que a Igreja de Corinto estava sendo destruída por divisões internas, particularmente em resultado do comportamento de alguns que se viam como mais espirituais e sábios do que os seus irmãos em Christós (1,11-12; 3,1-4; 8,1-3). O orgulho deles também levava a criticar Paulo de modo agressivo (4,1-4), à imoralidade flagrante por parte de alguns membros da Igreja (5,1) e a processos judiciais entre messiânicos (6,1-6). Além disso, a própria Igreja havia enviado uma carta a Paulo pedindo instrução sobre assuntos como: o casamento e o divórcio, a carne oferecida a ídolos, os dons espirituais e o método usado pelo apóstolo para a coleta que ele estava fazendo (7,1.25; 8,1; 12,1; 16,1). Os coríntios também pediram uma visita de Apolo (16,12). Paulo se defrontou com uma tarefa pesada e escreveu essa carta para tratar do problema.

 

 

 

EPÍSTOLAS PAULINAS: (2ª).

 

            A comunidade de Corinto. Paulo passou pelo menos dezoito meses em Corinto para aí anunciar o Evangelho (At 18,1-8), de 50 a 52. Segundo alguns cálculos, sempre discutíveis, Corinto contava na época mais de meio milhão de habitantes, dois terços dos quais eram escravos. Destruída em 146 a.C., reconstruída com anos mais tarde por César, era uma cidade nova que devia a sua prosperidade extraordinária à situação geográfica e aos dois portos: Cencréia, no mar Egeu (golfo Sarônico), o outro, Lequéia, no Adriático (golfo de Corinto).

            Ela possuía as características que distinguem em todas as épocas a vida dos grandes portos: população muito heterogênea na qual todas as raças, todas as religiões convivem lado a lado; numerosas atividades comerciais e industriais: vida fácil de uns e pobreza dos outros; multidão de escravos há labuta. Mas essa cidade cosmopolita era também um centro intelectual onde todas as correntes de idéias estavam representadas. No século II, um retórico podia felicitar Corinto pelo número de suas escolas, dos seus filósofos e dos seus letrados, com que se podia topar em cada esquina. Era igualmente um centro religioso onde os cultos do Oriente exerciam indiscutível sedução. Sempre no século II, encontravam-se ali santuários de Ísis, Serápis e Cibele, ao lado de templos consagrados a Júpiter e às divindades tradicionais. [É nesse ponto que a minha apostila bate: “Em todo ídolo ter um nome próprio – e, ser reverenciado como tal...” E o Nosso “Deus” – somente conhecido por este título... e quando lhe deram um suposto “nome” – foi um substantivo – sendo “SENHOR” – adquirido como Nome próprio! NUNCA, MAS NUNCA MESMO! POR ISSO ESTOU REVELANDO O SEU NOME PRÓPRIO – YAOHU!] Anselmo Estevan. Quanto ao relaxamento dos costumes em Corinto, sem dúvida não era pior que o de todas as grandes cidades do mundo greco-romano.

            Por sua composição, a comunidade messiânica reunida pela pregação de Paulo era o reflexo fiel da cidade. Havia ricos e havia pobres (11,21-22), mas os primeiros eram uma fraca minoria (1,26); o conjunto era composto de gente simples, de escravos (7,21), em resumo, de gente desprezada (1,28).

            Esses messiânicos formavam uma comunidade animada e fervorosa, mas que ficava muito exposta aos perigos da corrupção da vida ambiente: moral sexual dissoluta (6,12-20), pendências, disputas e lutas intestinas (1,11-12; 6,1-11), sedução da sabedoria filosófica de origem pagã, que se introduzia na Igreja revestida de um verniz messiânico superficial (1,19 – 2,10), e que pervertia as certezas fundamentais da nova fé (1Co 15); atração também dos cultos secretos e das correntes de pensamento que se difundiriam no século II sob o nome genérico de “GNOSTICISMO”, cujas manifestações desordenadas ameaçavam reproduzir-se nas assembléias messiânicas (12,1-2 e 14,26-38). A planta messiânica era sadia e vigorosa, mas suas raízes mergulhavam numa terra que não lhe era homogênea. Situação anormal à qual o Rúkha acudia distribuindo com abundância os seus dons excepcionais (12 – 14) e que Paulo, em suas cartas, procurava modificar, fornecendo ao novo rebento o húmus messiânico que lhe faltava.

            {Mas, infelizmente, por motivos de excessiva religiosidade, e de compreender errado a “Palavra de Yaohu” – a “planta” já se contaminara sozinha...! Como? Em não pronunciar seu nome ou esconde-lo o trocaram por um substituto e o blasfemaram “inconsciente” e “conscientemente...”. A   Bíblia esclarece que esse nome não era usado de forma casual. O terceiro mandamento proíbe o uso do nome de Deus em vão, e a pessoa que o usasse em uma maldição deveria ser executada de acordo com o ensino divino explicito. Já nos dias de Yaohushua, ninguém pronunciava o Nome de Deus, com exceção do Kohen hagadol (sumo sacerdote) quando entrava no Lugar Especialmente Sagrado do templo para realizar a expiação dos pecados de Yisra’el, no Yom Kippur. Essa regra era tão severa que os masoretas, ao escreverem as vogais na Torah, usavam as vogais de outra palavra para a pronúncia do tetragrama. Já nessa época, usava-se a palavra Adonai, uma designação divina freqüente da Bíblia com o significado de “meu Senhor”, no lugar do Nome, todas as vezes que se lia a Torah; por isso, os masoretas colocaram as vogais de Adonai sob as consoantes Yôd-Hê-Vav-Hêh. Até hoje, quando a Torah é lida na sinagoga, “Adonai” SUBSTITUI o Nome. Só que isso foi por vontade própria do “homem”, e não “Deus” – que assim o designasse ok! Anselmo Estevan}.Oseias 2,13.16-17 – Baal...!!!

            Daí provém o interesse desta carta. Ela nos mostra, quase como ao vivo, os problemas suscitados pela inserção da fé messiânica numa cultura pagã e os meios empregados por Paulo para resolver esses problemas.

 

 

            Circunstâncias que motivaram a carta. Façamos um breve apanhado da seqüência dos acontecimentos que medeiam entre a primeira pregação de Paulo em Corinto e o envio desta Epístola aos Coríntios. Depois de sua partida, Paulo manteve o contato com a comunidade por ele fundada. Sabemos por 5,9-13 que 1Co fora precedida por outra carta (chamada muitas vezes de carta pré-canônica), que não nos foi conservada; nela, Paulo tratava, entre outras coisas, das relações dos messiânicos com os

“devassos”. Esta carta, do qual certos estudiosos acreditaram reconhecer um fragmento em 2Co 6,14 – 7,1, provavelmente seguia-se a um bilhete dirigido pelos coríntios, fazendo uma pergunta à qual Paulo respondera. Por outra parte, sabemos, graças ao relato dos Atos (18,24-28), que a comunidade de Corinto acolhera um pregador messiânico de valor na pessoa de Apolo, judeu de Alexandria, que aderira à nossa fé  e em Éfeso fora definitivamente convertido ao messianismo por Áquila e Priscila, e por eles munido de cartas de recomendação quando partiu para Corinto.

 

            Veja dois termos que acho de interesse, colocar nessa apostila – São termos discutíveis: 1º Yeshua, da Bíblia Judaica Completa de David H. Stern.

            O, 2º Jesus, da Bíblia Apologética de Estudo (ICP) – Instituto Cristão de Pesquisas, de Antonio Fonseca. Almeida – ACF. Com todos os direitos autorais reservados aos seus respectivos escritores!

 

            Ye – shu – a (Jesus). Variante de Y’hoshua (Josué; v. Comentário a seguir), No Tanakh, nove pessoas e uma cidade recebem o nome Yeshua, geralmente transliterado em “Jesus”. Na Septuaginta e no Novo Testamento, o mesmo nome é vertido para o grego como Iêsous, daí a forma portuguesa “Jesus”. Significa “Yud-Heh-Vav-Heh Salva” (Mt 1,21), e também é a  forma masculina de yeshu’ah (“salvação”). 1. O Messias de Yisra’el, Yeshua de Natzeret. No hebraico moderno, o nome de Yeshua é escrito e pronunciado Yeshua, que pode ter sido a antiga pronúncia da Galil. Entretanto, ao refletir 2 mil anos de conflitos entre a igreja e a sinagoga, ele também é o acrônimo de Yimach sh’mo (“Que seu nome e sua memória seja apagados”) (Mt 1,1+). 2. Judeu messiânico de Roma: “Yeshua, chamado Justo[...]” (Cl 4,11).

 

            Jesus {Adeptos do nome Yehoshua e suas variantes}: Os adeptos do nome Yehoshua e suas variantes (ASNYV) surgiram no Brasil por volta de 1987, aproximadamente. Esse movimento não é propriamente considerado uma heresia ou seita de origem brasileira, pois já existem grupos similares nos EUA e em outros países. No Brasil, o movimento se dividiu em inúmeras facções.

            Seus seguidores ensinam que o nome Yehoshua é de origem divina e significa “Deus Salvador” (Yeho = “Senhor” + Shuah = “Salvação”). Não aceitam, de forma alguma, qualquer outro nome. Falam que o nome Jesus é de origem pagã e significa “Deus-cavalo” (Ye = “Deus” + Sus = “Cavalo”). E vão mais além em sua obstinação contra o nome Jesus, comparando-o com Esus – deus mitológico dos celtas, que aparece segurando serpentes e tem cabeça de carneiro.

            Embora não haja um credo uniforme nessa corrente, entre os diversos grupos, porém, encontramos doutrinas exóticas, tais como:

            - Negam a inspiração do evangelho de Mateus, sob a legação de que se trata de um livro apócrifo.

            - Ensinam que Jesus significa “Deus-cavalo”.

            Fazem ligação entre Jesus (no grego Iêsous) com Esus, um deus celta, pretendendo, com isso, afirmar que os cristãos são pagãos.

            - Que o número 666 (número da Besta de Ap 13,6.18) se enquadre no nome de Jesus.

            - Negam o nascimento virginal de Jesus, que Ele é filho de José e Maria.

            - Professam um credo unicista, que nega a doutrina da Trindade e afirma que o Pai é o Filho e o Filho, o Pai.

            - Crêem que há duas classes de pessoas: os cristãos, que vão para o céu; e os judeus, os assírios e os egípcios, que irão herdar a terra.

            - A guarda do sábado é necessária à salvação.

            - Negam a salvação de quem invoca o nome de Jesus. Só há salvação para quem invoca o nome Yehoshua, ou seja, somente para os que comungam com suas crenças.

 

            Seu proselitismo os leva a buscar adeptos entre os cristãos evangélicos.

 

            É, caros irmãos...!! Infelizmente é isso que acontece neste mundo de Yaohu! Mentiras contadas misturadas com verdades....! E Verdades misturadas com mentiras...!! Todas sendo contadas e recontadas....[Referente ao 2ª estudo ok!]. Escrevi estes dois textos acima somente para informação dos que vão ler as minhas apostilas e ficarem sempre bem informados..  Mas, se o nome “Jesus” é um nome tão simples não acredito de forma nenhuma que o anjo “Gabriel” – Mandou colocar esse nome no Filho de Yaohu.

 

            Lucas 1,26ss: No sexto mês, o anjo Gavri’el foi enviado por Yaohu a uma cidade da Galil chamada Natzeret, a uma virgem, noiva de um homem chamado Yosef, da casa de David. O nome da virgem era Miryam. Aproximando-se dela, o anjo disse: “Shalom, favorecida! YHVH está com você!”. Ela ficou profundamente perturbada com as palavras dele e pensou sobre o significado dessa saudação. O anjo lhe disse: “Não tenha medo, Miryam; você foi favorecida por Yaohu! Veja: você engravidará e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Yaohushua!” (...). Grifo meu.

 

            Sabem porque falo isto? VEJAM ALGUNS EXEMPLOS:

 

            ATOS 4,12: E NÃO HÁ SALVAÇÃO EM NENHUM OUTRO; PORQUE ABAIXO DO CÉU NÃO EXISTE NENHUM OUTRO NOME, DADO ENTRE OS HOMENS, PELO QUAL IMPORTA QUE SEJAMOS SALVOS!

 

            FILIPENSES 2,8-11: E, QUANDO ELE SURGIU COMO UM SER HUMANO, HUMILHOU-SE AINDA MAIS, TORNADO-SE OBEDIENTE ATÉ A MORTE – MORTE NA ESTACA COMO UM CRIMINOSO! PORTANTO YAOHU O ELEVOU AO LUGAR MAIS ALTO E LHE DEU O NOME ACIMA DE TODO NOME, PARA QUE, EM HONRA AO NOME DADO A YAOHUSHUA, TODO JOELHO SE DOBRE – NO CÉU, NA TERRA E DEBAIXO DA TERRA – E TODA LÍNGUA RECONHEÇA QUE YAOHUSHUA, O MESSIAS, É - YHVH – YAOHU – YAOHU PARA A GLÓRIA DE ‘ELO(RR)HÍM(I)-YAOHU, O PAI!

 

            [REVELAÇÃO] APOCALIPSE 19,13: ESTÁ VESTIDO COM UM MANTO TINGIDO DE SANGUE, E O SEU NOME É “A PALAVRA DE YAOHU”!

 

            Acrescente a isso à palavra de João [YOCHANAN]: 1,1-14! E, tire você mesmo as conclusões das Palavras das Escrituras Sagradas que testificam DEle e reflitam vocês mesmos sobre o assunto se um Nome tão importante poderia ser tão simples como: “lugares”, “nomes de pessoas”, “derivação do nome: José....”, e, etc....!! Anselmo Estevan.!

 

            Os Atos especificam que Apolo era eloqüente, versado nas Escrituras, e que, em Corinto, foi de grande ajuda para a comunidade, particularmente nas controvérsias com os judeus. Provavelmente era muito mais brilhante do que Paulo, ao qual censuravam a falta de eloqüência (2Co 10,10). Concebe-se portanto que se haja formado um partido, elegendo-o por mestre e erigindo-se em rival do grupo dos fiéis que se diziam discípulos de Paulo (1,12). Apolo, com certeza, não favoreceu a formação deste conventículo; a sua estada em Corinto fora curta e, quando Paulo escreveu 1Co , Apolo estava em Éfeso junto dele e se recusava, não obstante as exortações do apóstolo, a voltar a Corinto, sem dúvida para não dar a impressão de estar aprovando a facção que se valia dele (16,12). A esse partido de Apolo se opunham o partido de Paulo, o de Cefas e o partido do Christós (1,21). O primeiro era provavelmente constituído por messiânicos admiradores de Paulo e cujo apego tomava uma aparência de colaboração partidária e sectária. O segundo se tinha formado após a passagem, por Corinto, de messiânicos que se diziam adeptos do apóstolo Pedro (Cefas é o seu nome aramaico, traduzido em grego por Petros). Talvez o próprio Pedro tenha ido a Corinto. Com efeito, segundo 9,5, ele parece bem conhecido dos coríntios. Quanto ao “partido de Christós”, as hipóteses mais diversas foram emitidas a seu respeito: judaizantes que só queriam reconhecer em Yaohushua o Messias judaico, gnósticos espiritualistas que pretendiam só depender do Rúkha de Christós e rejeitavam qualquer organização, qualquer comunidade eclesial etc. Talvez este partido jamais tenha existido: “eu a Christós” (1,12) poderia ser simplesmente a observação de um copista, que acabou inserida no texto, ou a resposta de Paulo às pretensões dos membros desses partidos. Essas divisões não deixavam de ter relação com o atrativo que certa sabedoria

esotérica filosófico-mística exercia em Corinto, o que explica que Paulo, em sua carta, una os dois temas: as divisões e a falsa sabedoria, à qual ele opõe a sabedoria do Christós, a sabedoria da Cruz (1,10 – 3,4).

            Esta situação alarmante da comunidade devia ter chegado ao conhecimento de Paulo por ocasião de sua estada em Éfeso no decurso da terceira viagem (At 19), primeiramente por meio de Apolo, em seguida pelos familiares de Cloé (cf. 1,1 nota). Outras notícias inquietantes lhe chegavam, sem dúvida pelo mesmo canal: o caso de um incestuoso que vivia com a própria madrasta (5,1-13), os processos que os messiânicos instauravam uns contra os outros perante os tribunais pagãos  (6,1-11), casos de devassidão (6,12-20), desordens na celebração da Eucaristia e nas assembléias litúrgicas (11,2-34), erros doutrinais concernentes à ressurreição dos mortos (15). Por outro lado , a intervenção de Paulo era solicitada pelos próprios coríntios, que lhe haviam escrito a respeito de certos problemas. É o que se pode afirmar quanto à virgindade e ao casamento (cf. 7,1); pode ser suposto legitimamente quanto às carnes imoladas aos ídolos: podia-se ou não come-las? (cf. 8,1); às manifestações extraordinárias do Rúkha (cf. 12,1). Esses elementos constituem as diversas questões abordadas por Paulo em sua carta. O apóstolo quer remediar os abusos, fazer reinar a paz, a harmonia na comunidade, responder aos numerosos problemas que a vida messiânica cotidiana põe aos messiânicos de Corinto. Pode-se datar a epístola da primavera do ano 56 (cf. alusão à Páscoa em 5,7-8).

 

 

            Divisão e processo de composição. Ao contrário da Epístola aos Romanos, por exemplo, a delimitação das diferentes subdivisões de 1 Coríntios nunca foi objeto de discussão: ela é evidente, já que Paulo nada mais faz do que tratar sucessivamente dos diversos assuntos acima enumerados. Será que se podem agrupar essas subdivisões em seções mais importantes? Tem sido muitas vezes proposto um plano bipartido: de um lado, as divisões e os escândalos (1 – 6), do outro, a solução das diversas questões suscitadas pela vida em comunidade (7 – 15). Na realidade, é duvidoso que o apelo aos tribunais pagãos (6,1-11) seja mais “escandaloso” do que as divisões na celebração da Eucaristia (11,17-34) ou a atitude dos que escandalizam os fracos (8,7-13). É melhor admitir que Paulo tratou dos diferentes assuntos abordados nesta epístola na ordem em que eles lhe ocorriam à mente. É preciso outrossim mencionar as pesquisas e hipóteses segundo as quais esta epístola só adquiria a forma atual por ocasião da reunião das cartas de Paulo num “corpus”, com vistas à sua difusão e leitura por outras comunidades que não as dos destinatários originais. Quase todos os comentários modernos tentaram definir “fontes”, ou seja fragmentos de cartas só definir “fontes”, ou seja fragmentos de cartas sobre um ou outro assunto, que teriam sido compiladas por “editores” sob a forma das nossas epístolas 1º e 2º aos Coríntios. Neste caso, torna-se impossível atribuir ao próprio Paulo um “plano” qualquer da epístola.

            Convém notar que certas partes agrupam assuntos análogos, porem diferentes e de importância desigual. Assim, três quartos da seção sobre o modo de trajar nas assembléias religiosas são consagradas ao problema das “manifestações do Rúkha” (12 – 14) e é a respeito dele, a fim de mostrar a superioridade do amor sobre todos os dons de Yaohu, que Paulo faz o seu elogio no famoso hino de 1Co 13. No primeiro quarto desta seção, a maneira de apresentar-se as mulheres e a celebração da refeição de Yaohu são tratadas muito mais brevemente. Não há portanto ensejo de procurar nesse texto uma idéia de conjunto presidindo ao agrupamento das seções ou mesmo à disposição da matéria no interior de uma seção.

            A maneira de Paulo desenvolver o seu pensamento no interior de um assunto é por vezes desconcertante para uma mentalidade ocidental. Tem-se notado nele, muitas vezes, a existência de um esquema circular do tipo A B A’. Assim, em 1Co 7, Paulo apresenta primeiro a sua doutrina sobre o casamento e o celibato (A: 7,1-16). Depois, ele explica o princípio fundamental: cada qual fique no estudo em que o encontra o chamado de Yaohu (B: 7,17-24). Finalmente, à luz deste princípio, ele precisa e aprofunda o seu ensinamento (A’: 7,25-40). Esquema análogo encontra-se nos desenvolvimentos consagrados às carnes imoladas aos ídolos (8,1 – 11,1) e aos fenômenos espirituais (12 – 14), sendo o princípio diretor, B, respectivamente o primado da caridade e do serviço ao Evangelho (8,7-13; 10,24) e o hino ao amor.

            O esquema A B A’ encontra-se igualmente em outras seções: assim, no trecho referente à refeição de Yaohu (11,17-34), o parágrafo que lembra a instituição da Eucaristia (11,23-26) expõe a realidade fundamental (B), à luz da qual as desordens expostas no início (A: 11,17-22) podem ser condenadas e corrigidas (A’: 11,28-34). O hino ao amor (1Co 13) estrutura-se sobre o mesmo modelo. Após um desenvolvimento acerca da superioridade do amor, sem o qual os mais notáveis carismas são inúteis (A: vv. 1-3), vem uma descrição das obras procedentes do amor (B: vv. 4-7); na conclusão, Paulo pode desenvolver novamente, de forma mais profunda, o tema da superioridade do amor que não passará, ao passo que tudo o mais desaparecerá (A: vv. 8-13).

            Mais difícil é discernir a estrutura da primeira seção (1,10 – 4,21: os partidos na comunidade de Corinto), pois é mais complexa. Logo de início, pode-se admitir uma divisão bipartida entre 1,10 – 3,23, que se nos depara como uma exposição teológica e catequética bem estruturada, e o cap. 4, que mais parece olhar sobre a realidade concreta da vida apostólica e dos relacionamentos de Paulo com os coríntios, na ocasião em que ele lhes escreve.

            A parte principal (1,10 – 3,23) tem em mira resolver o problema das divisões na comunidade. Ela fica delimitada pelo procedimento da inclusão (reiteração do mesmo vocabulário ou de fórmulas idênticas ou antitéticas, no início e no fim dum conjunto): “Eu sou de Paulo... de Apolo... de Cefas...” (1,11) e “Tudo é vosso, Paulo, Apolo, Cefas...mas vós sois de Maschiyah e Maschiyah é de Yaohu” (3,21-23). Esta antítese entre o início e o fim do conjunto significa que o raciocínio de Paulo visa fazer os Coríntios passarem de uma situação de divisão para outra, de unidade. De fato, Paulo investe sucessivamente contra duas causas do espírito de divisão em Corinto (cf. 1,17): a incompreensão do que seja o Evangelho de Yaohu (A: 1,12 – 3,4) e a incompreensão do objetivo colimado por seus pregadores (B: 3,5-27). Na juntura dessas duas exposições, volta o problema proposto inicialmente, com novas inclusões: “Quando um declara: ‘Eu sou de Paulo’, o outro: ‘Eu, de Apolo’, não estais procedendo de forma meramente humana?” (fim de A). “Pois, quem é Apolo? Quem é Paulo?” (início de B).

            A – O Evangelho, que não é expressão da sabedoria humana, faz conhecer a suprema Sabedoria de Yaohu: a) sabedoria humana e loucura da mensagem messiânica (1,18-25); b) ilustração com a fundação da Igreja de Corinto (1,26-31); b’) ilustração pelo modo de Paulo anunciar o Evangelho (2,1-5); a’) o Evangelho, Sabedoria de Yaohu (2,6 – 3,4).

            B – Os pregadores do Evangelho não intentam agrupar partidários a seu redor: a) seu trabalho comum na construção no campo de Yaohu (3,5-9a); b) seu trabalho comum na construção de uma Igreja que também é Templo de Yaohu (3,9b-17).

            Uma conclusão (3,18-23) resume o conjunto do arrazoado e suas conseqüências práticas.

 

 

            Principais problemas tratados. As questões particulares tratadas por Paulo nesta epístola derivam de um problema fundamental que afetou todas as épocas da história da Igreja, em particular a sua atividade missionária, e que, hoje, a afeta mais do que nunca: o da “distância cultural”, do enraizamento da mensagem messiânica em uma cultura diferente daquela em que esta mensagem vivera anteriormente (aculturação). Aqui, trata-se da passagem da cultura do mundo judeu-palestinense para a do mundo helenístico, animada e estruturada por dinamismos muito diferentes e que correm o risco, não somente de alterar a mensagem, porém, mais profundamente, de assimila-la  no sentido da assimilação biológica: a cultura helenística, fundamentalmente pagã, só reteria da mensagem evangélica o que estivesse em harmonia com ela e rejeitaria o resto. Esse fenômeno ocorreu muitas vezes, particularmente nas numerosas correntes gnósticas messiânicas do século II e, através dos tempos, em países evangelizados às pressas, onde o resultado foi à sobrevivência do paganismo anterior, superficialmente ativado com elementos tomados da fé messiânica. Diante deste problema, a atitude de Paulo, é ao mesmo tempo firme e flexível; ele insiste vigorosamente no aspecto de ruptura, condenado desapiedadamente os comportamentos e doutrinas inconciliáveis com a mensagem que anuncia. Mas quando tal incompatibilidade não existe, mostra-se receptivo.

            Passemos rapidamente em revista, nessa perspectiva, os principais problemas tratados na epístola.

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