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ESCRITURA SAGRADA: O LIVRO DE (RUT) RUTE:

INTRODUÇÃO AO LIVRO DE:

 

RUTE

 

 

INTRODUÇÃO

 

        

Visão geral

         Autor: Desconhecido.

         Propósito: Demonstrar a legitimidade do reinado de Davi apesar de sua ancestral moabita, Rute.

         Data: Cerca de 1000 a.C.

         Verdades fundamentais:

         A providência de Yaohu algumas vezes é severa, mas ele sempre opera pelo bem do seu povo.

         O amor e a devoção familiar que são orientados pela lei de Yaohu trazem alegria e felicidade.

         A família de Davi foi a nobre linhagem real escolhida por Yaohu.

 

 

         Propósito e características

         Vários estudiosos propuseram diferentes temas centrais para o livro. Dentre outros propósitos possíveis, o livro de Rute é considerado como a explicação de que: (1) uma pessoa convertida (até mesmo uma moabita) poderia ser verdadeiramente fiel ao ETERNO e ser totalmente aceita em Israel; (2) as qualidades de lealdade e fidelidade à aliança demonstrada por uma estrangeira poderiam servir de modelo para a resposta de Israel ao ETERNO; e (3) o ETERNO como Redentor redimiria e restauraria a família exilada de Israel às suas terras.

 

 

 

         CRISTO EM RUTE.

       Cristo é revelado no livro de Rute, antes de tudo, no modo como o livro testemunha à legitimidade do reinado de Davi. Primeiro, ao legitimar Davi, o livro legitima Cristo como o grande Messias, Yaohushua obteve o trono de Israel porque era o filho totalmente fiel de Davi (Mc 10,47-48; At 2,22-36; Rm 1,2-4). Por causa do interesse pela genealogia de Yaohushua por parte dos escritores dos Evangelhos de Mateus e de Lucas, os seguidores de Cristo podem ter a certeza da afirmação no Novo Testamento de que ele é o Messias. Yaohushua inaugurou o reino de Davi em seu ministério na terra. Hoje, ele reina e expande o seu reinado e um dia retornará para trazer o domínio mundial para a linhagem de Davi (Am 9,11; At 15,14-19).

         Segundo, o interesse que o livro mostra na inclusão de Rute, uma gentia, antecipa a expansão do reino de Yaohu aos gentios durante o período do Novo Testamento. E Rute, ao exibir uma fé como a de Abraão e ao deixar seu país e parentes para viajar sob os cuidados de YHWH para uma terra estrangeira, encontrou a bênção prometida para todas as nações na descendência de Abraão (Gn 12,3). Assim como ela se tornou parte de Israel, gentios e judeus estão agora reconciliados com Yaohu num só corpo, por meio de sua união com Cristo (Ef 2,16; 3,6).

         Terceiro, o retrato ideal de Boaz, o resgatador de Rute, fornece consistência à declaração do Novo Testamento de que a Igreja é a noiva de Cristo (Ef 5,25-27; Ap 19,1-8; 22,17). Boaz demonstrou amor intenso e abnegado por duas viúvas desamparadas, Rute e Noemi. Essa caracterização de Boaz dá uma visão do quanto Cristo ama intensa e abnegadamente a sua dependente noiva, a Igreja.

 

 

 

         RUTE: O livro de Rute, cujo nome se deve à principal heroína do relato, narra a história de uma família de Bet-Lehem que emigrou para a terra de Moab. Lá chegando, Elimélek, esposo de Noemi, morre, assim com seus dois filhos, Mahlon e Kilion, que haviam desposado duas moabitas, Rute e Orpá. Ao cabo de dez anos, Noemi retorna a Bet-Lehem, acompanhada de Rute, enquanto Orpá volta para junto de seu povo. Rute vai recolher espigas no campo de Boaz, que a acolhe com benevolência. Noemi, sabendo que Boaz tem sobre Rute um direito de resgate, aconselha a nora a incitar Boaz a desposa-la. Ele acede ao pedido e, após a desistência de um resgatador mais próximo, toma Rute por mulher. Ela lhe dá um filho; Obed, pai de Jessé, pai de Davi.

         Na Bíblia hebraica, a história de Rute se situa entre os “Ketubim” ou Escritos. A Bíblia grega e a Bíblia latina inserem-na depois dos Juízes, certamente por causa da indicação cronológica que está no primeiro versículo.

         A data do texto ainda é bastante discutida. Para uma data pré-exilica, levantaram-se várias razões.

         Os costumes jurídicos aduzidos no livro (direito de resgate, matrimonial; cf. nota a 4,5) refletiram uma legislação anterior ao Deuteronômio. O estilo do livro se aproximaria da prosa clássica do AT. O estudo dos nomes próprios sugeriria uma origem antiga. Entretanto, uma data pós-exílica parece preferível. O autor considera muito distanciada a época dos Juízes. Deve explicar um velho costume caído em desuso. Algumas particularidades lingüísticas sugerem uma época tardia. A teologia do livro (universalismo, concepção da retribuição e sentido do sofrimento) pode ser mais bem entendida num clima pós-exílico. A época de Esdras e de Neemias conviria muito bem ao relato, favorável à causa dos matrimônios com estrangeiras, contra as reformas rigorosas de Ed 9 e Ne 13.

         Mas o livro de Rute não é uma polêmica. O autor evoca o exemplo da avó de Davi, uma estrangeira, modelo de piedade que, por um casamento levirático providencialmente conduzido pelo YHWH, introduziu-se legalmente numa família israelita e, ainda por cima, davídica.1Sm 22,3-4 aponta os vínculos entre David e Moab.

         Com exceção da genealogia, 4,18-22, que se reencontra em 1Cr 2,5-15 e que parece ser uma adição, a unidade literária do livro revela-se sem falhas. O relato se desenvolve em perfeita harmonia: quatro quadros (1,6-18; 2,1-17; 3,1-15; 4,1-12) precedidos de uma introdução (1,1-5), seguidos de uma conclusão (4,13-17), com intermédios que servem de transições (1,19-22; 2,18-23; 3,16-23; 3,16-18). Paralelismo numerosos, passagens ritmadas, assonâncias e aliterações atravessam todo o livro, tornando-o uma obra-prima da literatura. Acrescentemos ainda trocadilhos contidos nos nomes próprios: Elimélek (Meu-Deus-é-rei), Noemi (Minha Graciosa) contrastam singularmente com Mahlon (Doença) e Kilion (Fragilidade), cujos nomes anunciam morte próxima. Orpá poderia evocar a “nuca”, que se vira ao partir, e simbolizar a defecção, enquanto Rute, provavelmente aparentada a “amiga”, ou mais certamente a “reconfortada”, anuncia a afeição ou o reconforto. O nome de Boaz (Força-nele) engendra a esperança, o de Mara (Amarga) traduz a miséria. Quando a Obed, significa “servidor”, “servo” (subentendido: de um deus particular; aqui: do Senhor). A mudança de Noemi para Mara em 1,20 sugere claramente que o autor dá a estes nomes próprios um valor simbólico.

         O livro de Rute faz parte dos cinco Rolos lidos nas principais festas judaicas. Ele é utilizado para a festa de Pentecostes. Será que foi escolhido para tal por situar-se no começo da colheita da cevada? Ou mais profundamente porque, se a festa judaica de Pentecostes celebra o dom da Lei a Israel, o livro de Rute estende este dom às nações pagãs, e a genealogia final chega a fazer de uma estrangeira a antepassada de Davi e, em conseqüência, do futuro Messias? Seria difícil dize-lo com exatidão. A tradição rabínica viu em Rute o modelo de prosélito, e a expressão “vir sob as asas de YHWH” (cf. 2,12) veio designar a conversão ao judaísmo.

         Rute figura na genealogia de Cristo, segundo o evangelho de Mateus 1,5. Este último traço enfatiza o universalismo e o messianismo do nosso relato.

 

 

 

VAMOS AS PRINCIPAIS PERSONAGENS DE RUTE:

 

 

         RUTE & NOEMI

         Pontos fortes e êxitos:

         Uma relação onde o maior laço era fé em Yaohu.

         Uma relação de forte compromisso mútuo.

         Uma relação na qual cada pessoa tentava fazer o melhor pela outra.

         Lições de vida:

         A presença viva de Yaohu em uma relação supera as diferenças que poderiam de outro forma criar divisão e desarmonia.

 

         Informações essenciais:

         Locais: Moabe e Belém.

         Ocupações: Esposas e viúvas.

         Familiares: Elimeleque, Malom, Quiliom, Orfa e Boaz.

 

 

         Versículo-chave: “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti, porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus – Yaohu é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; me faça assim YHWH e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rt 16,17).

 

 

         Sua história encontra-se no livro de Rute. Ela também é mencionada em Mateus 1,5.

 

 

 

         BOAZ

         Pontos fortes e êxitos:

         Um homem de palavra.

         Sensível aos necessitados, atencioso para com seus empregados.

         Um agudo senso de responsabilidade e integridade.

         Um homem de negócios, inteligente e bem-sucedido.

 

         Lições de vida:

         Pode ser heróico realizar o que deve ser feito e faze-lo corretamente.

         Yaohu freqüentemente usa pequenas decisões para executar seu grande plano.

 

         Informações essenciais:

         Local: Belém.

         Ocupação: Rico fazendeiro.

         Familiares: Elimeleque, Noemi e Rute.

 

 

         Versículo-chave: “E de que também tomou por mulher a Rute, a moabita, que foi mulher de Malom, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herdade, para que o nome do falecido não seja desarraigado dentre seus irmãos e da parta do seu lugar; disto sois hoje testemunhas” (Rt 4,10).

 

 

         Sua história encontra-se no livro de Rute. Ele é também mencionado em Mateus 1,5.

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