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MULHER MORRE DURANTE O PARTO POR RECUSAR TRASNFUSÃO

 

Uma mulher britânica morreu depois de dar à luz gêmeos porque sua religião a impedia de aceitar uma transfusão sangüínea. Emma Gough, 22 anos, de Telford, Shropshire, deu entrada no Hospital Royal Shrewsbury no dia 25 de outubro. Horas mais tarde ela teve complicações, mas sua religião, Testemunha de Jeová, não permitiu que os médicos realizassem uma transfusão para salvá-la, segundo a BBC.

 

“Nós partilhamos a dor da família”, disse Terry Lovejoy, porta-voz das Testemunhas de Jeová em Telford.

As crianças passam bem e estão sendo cuidadas pelo pai, Anthony Gough, 24 anos.

 

As Testemunhas de Jeová recusam as transfusões de sangue porque acreditam que Deus a impediu, segundo a Bíblia. Para eles, aceitar uma transfusão é um pecado.

 

Para o chefe da Associação Médica Britânica de Ciência e Ética, Vivienne Nathanson, “se alguém acredita que vai ser excomungado de sua religião se fizer uma transfusão sangüínea, então ele dirá não, e aceitará o risco de morte”. [Postado segunda feira 5 de Novembro de 2007 - http://www.noticiascristas.com/search/label/Seitas  acesso dia 21/05/2009].

 

A alma é imortal, as Testemunhas de Jeová alegam que a alma está no sangue. Usam alguns versículos isolados para embasar essa doutrina.

 

No conceito geral das Escrituras, a ordem divina é: “Estatuto perpétuo será durante as vossas gerações, em todas as vossas moradas; gordura nenhuma nem sangue jamais comereis” (Lv 3.17).

 

No presente texto está a ordem divina de não comer “sangue”. Um estatuto perpétuo para os filhos de Deus. “Portanto, tenho dito aos filhos de Israel: nenhuma alma de entre vós comerá sangue, nem o estrangeiro que peregrina entre vós o comerá” (Lv 17.12).

 

Não apenas segundo se depreende como prescrição higiênica, mas altamente religiosa, pois pretender aumentar a própria vitalidade comendo sangue dalgum animal lesa o direito de Deus, único dispensador da vida.

 

Todo o animal beneficiado deve ser sangrado e seu sangue recoberto com pó (Lv 17.13). Esta interdição divina, segundo é entendido, entrou em regra para os cristãos gentios de Antioquia (At 15.19-21), embora apenas consideração aos cristãos judeus, pois Cristo foi feito de já Senhor dos vivos e dos mortos (Rm 14.1-9).

 

Quando se alude ao sentido da proibição do sangue como sendo a vida, devemos ter em mente o termo usual hebraico “nephesh” = shamah em Isaías 57.16 que significa: respiração, fôlego.

 

“Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida” (Lv 17.11).

 

Conforme gênesis 2.7 deixa claro, seu significado primário é “possuidora da vida”. Por esse motivo é aplicado freqüentemente aos animais como seu equivalente. Mas isso não quer dizer que a alma dos animais seja da mesma substância da que foi feita a alma humana.

 

Quando nos referimos a “que a alma é o sangue ou sangue é a alma”, uma frase pela outra nos referimos a uma “alma psychê” (a substância espiritual racional do homem), e sim, a “nefphesh” (o princípio da vida limitada – vida sensitiva).

 

Algumas vezes a alma é identificada com o sangue como essencial à existência física (Gn 9.4; Lv 17.10). Num contexto geral, até certo ponto, o sangue é a vida (vida limitada que termina com a morte), mas a vida não é o sangue (vida ilimitada da alma que continua além-túmulo).  O sangue é que anima a carne, assim a Bíblia usa certas expressões similares dentro do assunto em foco, tais como “a alma de toda a carne é o seu sangue” (Lv 17.14). Por causa desse pensamento são capazes de deixar que uma pessoa morra, por acreditarem não poder ser feita uma transfusão sanguínea, com essa atitude, mostram ser pessoas desprovidas de amor fraternal e legalista.

 

Os Tjs proíbem a transfusão de sangue por acreditarem que o sangue é a alma. A Bíblia porém, se refere à alma como um ser, isto é, uma pessoa (vontade, emoção, mente, etc.) o que o Antigo Testamento fala sobre o sangue é para não ingeri-lo e não sobre “transfusão”.

 

Porque eu não poderia doar meu próprio sangue para salvar alguém que foi criado a imagem de Deus? Somente pela falta de amor e ignorância religiosa.

 

Note o que Jesus diz: “E o segundo mandamento é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mt 22.39). “Jesus doou seu sangue para nos salvar da morte” (1ªCo 11.25).

 

Certas pessoas entendem que a alma é o sangue. Mas dentro de um contexto bíblico podemos concluir que não. Deus é espírito (Jo 4.24), mas também possui uma alma que são os Seus sentimentos: “a minha alma se aborrecerá de vós” (Lv 26.30). “Porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos aborrecerá” (Lv 26.11). Aqui Deus está falando num sentido literário e não figurado “e a minha alma não vos aborrecerá”. Sendo Deus Espírito e como já vimos possui também uma alma, então a alma não é o sangue. Conforme Paulo ensina o homem possui corpo, alma e espírito (1ª Ts 5.23), mas o corpo e o sangue não herdarão o reino de Deus (1ª Co 15.50).

 

Se para alguns a alma está no sangue, como pode Deus ter uma alma? Como já vimos a alma e o espírito são imateriais e sendo assim somos a semelhança de Deus.

 

Se a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus e se alma é o sangue, como pode Deus ser contrário a Sua própria Palavra? Deus não tem sangue, mas tem alma:

 

“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios” (Is 42.1).

 

“Ao meu servo”, A revelação da Santíssima Trindade no AT. Deus Pai dá para Seu Filho Jesus Cristo, o Espírito Santo. Aqui Deus diz “...em quem a minha alma se compraz...”. Com base neste versículo e outros, podemos afirmar que a alma não tem sangue. E como já dissemos o sangue não está na alma. Mas o sangue é a vida limitada que termina com a morte.

 

O apóstolo Paulo em vários de seus elementos doutrinários emprega o termo psychê (parte imortal) por doze vezes nas suas epístolas. No Novo Testamento, o vocábulo “psychê” ocorre de onze vezes com sentido especial. Sendo que em alguns casos denota a existência “além-túmulo”.

 

No Antigo Testamento, especialmente em Levítico (17.11), faz-se distinção entre a alma dos animais (o sangue) e a alma dos homens (psychê).

 

“Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida”.

 

O sangue é a vida limitada pela morte. Tanto o animal como um ser humano ao morrer o seu coração para de bater. A vida para os animais acaba ali na sua morte. Mas para o homem é diferente, ou seja, a vida continua após a morte. Pois a morte não faz cessar a existência da alma humana.

 

É evidente que, quando as Escrituras aludem que o sangue é a “vida” ou vice-versa, significa: vida limitada ou vida sensitiva e não vida racional. O sangue, portanto, é a vida para que seja vivida através do corpo enquanto que a vida natural da alma é a vida para ser vivida aqui e na eternidade.

 

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Comentário de guiomar soares ferreira em 1 julho 2013 às 11:25

Os Testemunhas de Jeová preferem colocar as vidas em risco do que a sibmeter uma transfusão de sangue, tudo bem que eles não usem o sangue, maus dai preferir que uma mulher morra do que receber a transfusão de sangue, nesse caso o marido preferiu ver sua mulher morta  a receber sangue.

Comentário de Emmanuel Araujo em 15 maio 2013 às 10:25

Bela conotação entra a alma e o espírito(Jo 4.24),(Lv 26.30),(Lv 26.11),(1ª Ts 5.23) e (1ª Co 15.50).

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